Archive for January, 2008

Safadezas estudantis: Rebecca Bogard

Thursday, January 31st, 2008

Eu estava lendo o notíciario e fiquei indignado com a história da professora de 27 anos que foi presa por ter comido o aluno de 15. Pois foi exatamente isso que aconteceu em uma cidade do interior no Mississipi, EUA.

A história é mais ou menos assim…

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A loirinha aí da foto, de 27 anos foi processada por ter abusado sexualmente de um aluno “pobre coitado” de 15 anos. Ela confessou ter feito sexo com o garoto por três vezes e a última rolou dentro do carro dela, um JAGUAR com a placa “GRRRRR”…

Depois da trepada, ela mandou um SMS pro moleque dizendo que estava apaixonada por ele e que estava toda detonada (a palavra que ela usou foi “sensível”) por causa do sexo animal. Aí, a mãe do garoto – que já estava cismada, desde que o filho perdeu o emprego em uma loja de fast food – fuçou o celular (que tinha sido presente da professora), descobriu toda a sacanagem e denunciou a professorinha para a polícia.

“I love you, yeah it was the best, which night was the best 4 you, I’m sensitive but not sore, you were good …” Essa foi o SMS que a professorinha mandou pro garoto.

Santa hipocrisia, Batman…aos 15 anos comer a professora gostosa é melhor do que ganhar na loteria! Depois dessa, o garoto deve estar querendo matar a própria mãe.

Quando eu estava no ginásio, com uns 16 anos tinha uma professora de História que era a paixão coletiva da sala. Nenhuma outra aula era tão concorrida – e vagabundo ia pro colégio até se estivesse com 42 graus de febre.

No verão ela dava aula de camiseta e até hoje lembro da vez que ela foi sem sutiã e passou 2 tempos inteiros com o farol aceso. Resultado: hipnose coletiva e notas baixas nas provas bimestrais.

E é claro que ela sabia…era nítido nos olhares famintos de todos nós o profundo desejo por uma aula prática de anatomia com a nossa querida professorinha.

Nunca aconteceu nada. Ninguém foi preso, ninguém foi feliz.

Mas nessa história da professora Rebecca, a situação é bem diferente. A lei do Missisipi diz que a idade mínima para o sexo é 16 anos, ou 18 anos para o caso de uma pessoa estar em posição de autoridade. São 30 anos de jaula e U$50mil de fiança.

Tô pensando em propor uma “vaquinha” para libertar a “nympho-teacher”.

Se você quiser saber mais sobre a história (em inglês), clique aqui.

Top Ten de 2007

Sunday, January 27th, 2008

Janeiro está no fim e eu acabei me esquecendo de escrever sobre o que eu ouvi de melhor em 2007.

Apenas um detalhe importante: nessa lista não estão necessariamente músicas ou discos de 2007, mas foi o que fez a diferença para mim no ano que já se foi.

Enfim…sem mais delongas seguem as minhas listas.

Os 10 melhores “LPs”

• Arctic Monkeys – Favourite Worst Nightmare

• The Killers – Sam’s Town

• Amy Winehouse – Back To Black

• Julieta Venegas – Realmente Lo Mejor

• Foo Fighters – Echoes, Silence, Patience & Grace

• Get Cape. Wear Cape. Fly – Chronicles of a Bohemian Teenager

• Kaiser Chiefs – Yours Truly, Angry Mob

• Maxïmo Park – Our Earthly Pleasures

• Silversun Pickups – Carnavas

• Serj Tankian – Elect The Dead

As 10 melhores músicas do ano

• Bones – The Killers

• Open Your Eyes – Snow Patrol

• Accidental Babies – Damien Rice

• Lazy Eye – Silversun Pickups

• Rehab – Amy Winehouse

• Call Me Ishmael – Get Cape. Wear Cape. Fly.

• Girls Who Plays Guitars – Maxïmo Park

• She’s Got Standards – The Rifles

• Balaclava – Arctic Monkeys

• The Pretender – Foo Fighters

A melhor música do ano: BONES – The Killers (Sam’s Town)

Lucha Libre

Thursday, January 24th, 2008

Eu adoro a cultura mexicana.

Já escrevi sobre o dia dos mortos (veja aqui) e sobre o estilo low rider (veja aqui). Hoje vou falar sobre uma outra tradicional manifestação genuinamente mexicana: a lucha libre.

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A história da luta livre vem do começo do século passado. Por volta de 1900, nascia na Europa a luta livre, muito similar ao que chamamos de luta greco-romana atualmente. Foi na Espanha que essa modalidade teve maior popularidade (chamava-se “catch”), mas aos poucos foi sendo difundida em diversos outros países.

Os promotores da luta viajavam com aquele circo de lutadores, fazendo aparições em locais públicos, atraindo a atenção de muita gente e foi assim que a luta apareceu em 1929 no Mexico – com o desafio entre lutadores de diversas nacionalidades.

A Lucha Libre foi uma adaptação do “catch”, incorporando personagens e fantasias ainda mais coloridas aos embates. No começo dos anos 40, a popularidade foi aumentando, na medida em que eram criadas as histórias sobre aqueles lutadores mascarados.

Em 1936 muitos lutadores, treinadores e promotores espanhóis acabaram indo para o Mexico em definitivo, durante a Guerra Civil Espanhola. Isso também ajudou a difundir e profissionalizar a modalidade por todo o país, inclusive com a criação de ligas oficiais.

Os lutadores de boxe (esporte já bastante popular no México) também aderiam à Lucha Libre, sem ter que revelar suas personalidades.

As lutas começavam a fazer muito sucesso e os lutadores começavam a ganhar ares de mitos, criando números espetaculares – como a incrível luta do “El Santo” contra 8 lutadores em um mesmo ringue. Era um espetáculo de heróis e vilões, onde tudo podia acontecer.

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Com o passar do tempo, a técnica da luta greco-romana foi perdendo espaço para as acrobacias, ganhando características típicas de números teatrais, repletos de histórias. A luta tinha o seu grand finale quando o vitorioso colocava o seu oponente de joelhos, para humilha-lo com o ritual de tirar a sua máscara.

Até hoje, a Lucha Libre é uma enorme paixão no Mexico, assim como no Japão e também na California. Duas empresas são proprietárias de espaços / arenas – e transmitem as lutas para diversos países. Uma delas é a Televisa (como se fosse a Rede Globo aqui do Brasil).

Regras e principais golpes

As regras dependem muito do tipo de espetáculo. Existem lutas individuais, lutas entre times, trios e inclusive entre mulheres.

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No México a Lucha Libre é um espetáculo para toda a família. Para os pais, independente de haver violência, essa é uma forma de ensinar sobre moral para os seus filhos. O “certo” desafia o “errado” no ringue e a platéia toda reage de forma passional. Além disso, existem também os desafios onde famílias inteiras de lutadores sobem ao ringue para lutar contra tiranos – o que também reforça a importância dos laços familiares.

Em 1982, “El Santo” finalmente se aposentou dos ringues. Até hoje ele é considerado por todos como o maior lutador de Lucha Libre de todos os tempos. O folclore criado ao seu redor coloca-o como um verdadeiro mito da cultura mexicana, não só pelas suas lutas e seus golpes, mas também por ter sido protagonista de mais de 50 filmes – como um super-herói de carne e osso.

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Outros personagens importantes compõem o Hall da Fama da Lucha Libre Mexicana, como Abdullah (o açougueiro), Andre (o Gigante), O Esmagador, Baba (o gigante), Randy Selvagem, Tigre Mascarado e Kid Dinamite.

Se você quer conhecer uma longa lista de celebridades da Lucha Libre, clique aqui.

Aqui no Brasil, essa modalidade de luta ficou famosa durante os anos 60, sob o nome de Telecatch Montilla. As lutas eram transmitidas pela antiga TV Excelsior e os principais lutadores, eram o galã Ted Boy Marino, Fantômas, O Tigre Paraguaio, Stiner, Bala de Prata, Verdugo, Aquiles, Rasputin e a espetacular Múmia.

Lembro de assistir essas lutas no colo do meu avô, quando era bem moleque no começo dos anos 80. Eu adorava aquilo e a gente vivia combinando de assistir ao vivo uma luta daquelas. Infelizmente perdi meu avô antes de ter essa oportunidade. Curiosamente isso aconteceu na minha primeira experiência profissional  quando trabalhei em uma produtora de vídeo. No começo dos anos 90, as lutas eram filmadas semanalmente na quadra da Rocinha e transmitidas pela Rede OM (atual CNT) e eu pude conhecer alguns dos meus personagens preferidos como a Múmia e o Fantômas.

E…pra finalizar uma foto fetiche. Saludos!!

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Os antidepressivos vão parar de funcionar

Wednesday, January 23rd, 2008

Ontem em pleno verão, chovia fino e fazia frio na cidade de São Paulo.

Tive que vir de táxi para o trabalho, o que já me deixou meio de bode.

Pelo menos deu para ler alguns capítulos do livro “Barão Vermelho” e além de olhar para o caos do trânsito paulista, sem dar muita bola. Quer dizer…isso foi desse jeito, porque eu não tinha nenhuma reunião marcada para o começo da manhã. Mas poderia não ser assim.

Chegando na Av. Paulista, na Av. Consolação atrás de uma banca de jornal, vi um stencil pertubador onde lia-se: “Os antidepressivos vão parar de funcionar”.

Fiquei pensando nessa cidade de clima louco, de trânsito louco e no malefício que ela causa a todas as pessoas, que desenvolvem doenças psicossomáticas e vão ficando neuróticas, insuportáveis.

E eu me incluo entre essas pessoas.

Nessa semana mesmo, eu tive um momento de fúria voltando de motocicleta pra casa. Tomei duas fechadas de gente que simplesmente não usa o retrovisor. Na segunda vez, eu meti o pé e destruí o retrovisor do cara. É claro que eu me arrependi um minuto depois, mas a cagada já estava feita.

Um dia de fúria. E Michael Douglas não teria feito melhor…

Há alguns anos atrás, eu tive depressão. Freqüentei psiquiatra durante quase 2 anos e tomei quilos de remédios tarja preta para me livrar dessa praga. Não sei se me curei da doença (acho que não), mas larguei na base da raça as sertralinas, buspironas e afins. De vez em quando tenho gastrite nervosa e minha pele descasca nos momentos mais agudos de crise. Eventualmente fico acordado nas madrugadas preocupado com as coisas. Mas eu vou levando…

Pode parecer incrível, mas eu conheço pessoas com menos de 35 anos que estão sofrendo síndrome do pânico.

O pior disso tudo é que sabemos o que está acontecendo porque estamos vendo acontecer, mas permanecemos em um estado letárgico, cumprindo ordens e aceitando as regras.

Nós trabalhamos muito e esquecemos de viver mais. Nós passamos muito tempo da vida tentando aparentar ser o que outras pessoas esperam que sejamos. Nós perdemos tempo no trânsito, nós poluímos indiscriminadamente o meio ambiente, nós ficamos muito tempo atrás de um computador ou de uma televisão.

Falta dinheiro, falta paciência, falta oportunidade, falta sorte. Tudo é desculpa esfarrapada para não mudarmos o rumo da nossa história.

Quero só ver no dia em que os antidepressivos pararem de funcionar.

Quem é João Estrella?

Monday, January 21st, 2008

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Fui ao cinema para ver “Meu nome não é Johnny”.

O filme, baseado no livro do Guilherme Fiúza, conta a história de um playboy que virou um vendedor de drogas muito badalado pela moçada viciada da Zona Sul carioca.

Se encararmos apenas como uma simples história de um cara que se divertiu um bocado e que depois se fodeu feio, o filme vale muito à pena.

E foi mais ou menos assim que eu assisti o filme. Não fiquei preocupado com julgamentos ou mesmo com amarração da trama, porque todo mundo que entra na sala para assistir “Meu nome não é Johnny” sabe que o cara vai dançar – então isso não pode ser o mais importante de história.

Selton Mello é um cara legal, engraçado toda vida e ele funcionou muito bem no papel de protagonista, já que (pelo que consta) João Estrela era um cara carismático, gente fina e engraçado. Particularmente, eu acho que o Selton Mello sempre interpreta a ele mesmo – e isso é um combustível suficiente para boas gargalhadas.

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Outro destaque do filme é o impagável Luis Miranda, que faz uma participação como Alcides, o acelerado líder dos presos. Para quem não conhece Luis Miranda, ele é um dos destaques do espetáculo “Terça Insana”. Se você ainda não sabe quem é o cara, ou o que é Terça Insana, vá imediatamente no Youtube e digite “Luis Miranda Terça Insana”.

Mas…voltando ao filme….

Eu defendo o filme na sua forma mais despretensiosa. Ele é divertido, bem amarrado e conduz perfeitamente o espectador para um Rio de Janeiro de 20 ou 25 anos atrás, que consumia cocaína loucamente. Enfim…Tudo vai muito bem, até que pinta a porra da “lição de moral” no final.

Sem entrar em maiores detalhes, para não estragar eventuais surpresas de quem ainda não viu o filme, essa moral da história fala sobre a capacidade do “sistema” recuperar bandidos, delinqüentes e traficantes, que na verdade é um testemunho da juíza que conseguiu enxergar em João, a redenção após a reclusão em uma cadeia e depois em um hospício.

Para mim essa é uma conclusão hipócrita.

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João Estrella era apenas um cara legal, de boa família e que virou traficante por acaso. Essa era uma forma dele se dar bem e se divertir muito, sem ter que trabalhar. O negócio dele era torrar todo dinheiro que ganhava com a sua atividade ilícita. Ele era um tremendo mão aberta, que adorava os amigos, as festas, as drogas, rock n roll, mulheres bonitas e as viagens.

Não estou justificando absolutamente nada. Mas o ponto é que quando ele foi preso, ele continuou sendo o mesmo João, que falava inglês, que tinha estudado em bons colégios, que foi aluno da PUC, que era carismático, com espírito de liderança e que levava a vida numa boa – e isso foi o que fez a diferença para a juíza com fama de rígida.

A única diferença é que na prisão ele deixou de cheirar 15 gramas de cocaína por dia e de viver na esbórnia do Baixo Leblon e Baixo Gávea. Sem entrar em juízo de valor, ele era um traficante que nunca pegou em arma, que nunca matou, que nunca subiu em uma favela.

Ou seja, João Estrella era completamente diferente do padrão real dos traficantes.

E eu não acredito em recuperação. Definitivamente eu não acredito nem um pouco que o sistema podre possa dar uma nova luz aos delinqüentes. “Meu nome não é Johnny” não é sobre um delinqüente, é sobre um bon-vivant. João nunca foi nocivo à ninguém, considerando que quem compra as drogas é que atua de forma maléfica contra si mesmo.

O assunto desse filme assim como o “Tropa De Elite” é o efeito das drogas na sociedade, enquanto são consideradas como crime.

Não dá mais. É preciso descriminalizar o uso de drogas. Isso, combinado com um plano de assistência social, pode conduzir o país e principalmente o Rio de Janeiro à dias melhores.

Voltarei a escrever sobre esse assunto aqui no Bullshitando.

Aqui está o link do blog de João Guilherme Estrella, atualmente um produtor musical. Não é muito atualizado, mas vale a visita.

Veja o filme, compre o livro e deixe seu comentário!

Brian Romero

Monday, January 21st, 2008

Adoro arte urbana.

Sempre que tenho um tempinho sobrando, ou durante uma dessas noites de insônia, fico navegando por aí, descobrindo e conhecendo um pouco sobre a galera do grafite, do cartoon, das ilustrações, dos adesivos, dos pôsteres…

Já escrevi sobre o genial Shephard Fairey (Obey) aqui no Bullshitando, assim como também já falei sobre o Marco Almera, que faz um trabalho fantástico com suas serigrafias e pôsteres. Esses dois já são considerados estrelas da arte moderna, fazendo exposições em diversos lugares do mundo.

O último que descobri foi um cara chamado Brian Romero, que além de um excelente cartunista e ilustrador, é também um ótimo fotógrafo.

Não sei por que, mas olhando para as ilustrações dele, lembro um pouco da revista MAD, além da influência do skate e rock n roll.

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Acredito que ele ainda não seja famoso, porque não encontrei nenhuma exposição dele nas galerias mais descoladas para esse estilo de arte, como a famosa La Luz de Jesus (www.laluzdejesus.com), que fica na mesma cidade que Brian Romero vive (Los Angeles).

Mas o bacana da internet é justamente a tal da “cauda longa”, de poder descobrir coisas independente da força da mídia ou do que está no hit parade. O nome do publisher que me apresentou a Brian, assim como ao próprio Marco Almera, há alguns anos atrás é Mr. Google. ;-)

E o mais legal dessa história toda deve ser quando um artista descobre que arrumou um fã no Brasil, sem ter feito nenhum esforço para isso. entrem lá no site do cara, conheçam o trabalho dele. O link é: www.brianromero.com

Eu voltarei a escrever sobre outros artistas (famosos ou não) aqui no meu blog, com mais freqüência e sempre farei uma pequena galeria com os seus trabalhos.

GPS

Thursday, January 17th, 2008

Todos os meus 14 leitores (não assíduos) sabem que desde que eu cheguei a São Paulo, eu desisti de ter carro. Comprei uma moto e gerencio o meu tempo (quando não sofro influências meteorológicas).

Recentemente viajei para a Florida – e mesmo com algum trânsito, passei 15 dias dirigindo sem grandes estresses.

Um dos grandes responsáveis por essa temporada tranqüila ao volante do Pontiac G6 foi um GPS, que não deixava eu errar os caminhos, lotados de highways e entradas mal sinalizadas (que se você perder, tá fodido).

Lá o negócio é tão bacana que o GPS indicava o melhor caminho, inclusive evitando as vias mais congestionadas. Tudo real time. Coisa de primeiro mundo…

Ontem mesmo o Steve Jobs já disse na convenção da Apple que a próxima família de iPhones sairá com o GPS integrado. Demais…

Bom…depois dessa experiência na America, eu cheguei aqui no Brasil decidido a comprar um negocinho desses. Mesmo que eu não tenha um carro, eu pretendo dar um de presente para a minha mulher.

Já pesquisei e existem algumas opções no mercado, que custam de R$800 a R$1700. É mais ou menos o mesmo preço de lá.

A principal diferença pros aparelhos americanos é que nenhum GPS brazuca dá a noção do trânsito real-time (shit). Acho que é uma questão de tempo para que isso aconteça principalmente em São Paulo – que é uma cidade absolutamente doente por causa do trânsito.

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Entre as opções, o aparelhinho mais legal é o da 4 Rodas – que tem uma cobertura boa e está integrado com o conteúdo da Abril. Tipo…você está em um bairro e bate uma fome, é só digitar “churrascaria”, que o bichinho te dá um monte de opções, de acordo com a crítica do Guia 4 Rodas e da Vejinha.

Custa 1600 pratas e dá pra dividir em 10 vezes.

Máquina de triturar iPhone

Tuesday, January 15th, 2008

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Depois de várias tentativas frustradas estou finalmente estreando o meu iPhone!

Em julho do ano passado eu tinha encomendado, mas travaram na Receita Federal. Acabei deixando passar, porque sabia que ia viajar para a Florida em Dezembro. Chegando na America, essa foi a minha primeira compra. Semana passada eu tive que gastar mais uma grana comprando um chip especial para desbloquear o desgraçado – e visitando alguns fóruns e blogs para me informar sobre qualquer problema relativo a isso, acabei esbarrando com uma daquelas pérolas da internet, chamada “Will It Blend?”.

Trata-se de uma série de vídeos produzidos pela empresa “BlendTec”, onde o Sr. Tom Dickson (dono da empresa, que tem cara de cientista maluco) tritura tudo que aparece na sua frente. Tem vídeos de assassinatos de bolas de golfe, vassoura, bolinha de gude, guitar hero, bastões fluorescentes, isqueiros bic, entre outros objetos insólitos.

Para os puritanos, que “não vêm a menor graça nisso”, já adianto: essa está sendo uma estratégia de divulgação fantástica do produto. Muito melhor do que ficar na paisagem dos 1406 e Shoptimes da vida, o cara está “causando” e ouvi dizer que está vendendo muito bem.

<a href="http://youtube.com/watch?v=qg1ckCkm8YI">http://youtube.com/watch?v=qg1ckCkm8YI</a>

O principal vídeo é o do iPhone, que de julho pra cá teve cerca de 3,3milhões de views.

Saludos!

Estratégias de sobrevivência para artistas emergentes – e para os “megastars”

Sunday, January 13th, 2008

O título desse post é a tradução literal do artigo que David Byrne escreveu na Wired de janeiro. É um longo título para um assunto que está abalando o abalado mercado musical, em todos os sentidos e para todos os lados ao mesmo tempo.

Se você quiser ler o artigo de Byrne, clique direto AQUI. A partir de agora, eu misturo o texto dele com minhas impressões.

Um dos pontos mais bacanas desse texo é a orientação dele. Byrne, como conhecedor de causa de ambos os lados (indústria X artistas), conseguiu depurar o que realmente importa – e ele concluiu que é o lado do artista. Por isso o texto tem esse título, 100% voltado para quem está começando – ou mesmo para quem está nisso há bastante tempo.

Pode parecer óbvio que o artista seja o centro da discussão, mas não é. Ao longo de tantos anos, os executivos da indústria criaram todo um mercado, toda uma forma de gerar lucro, além da idolatria. É como colocar em uma balança a razão contra a emoção – e música tem um quê de passionalidade.

Esse é um jogo de ganhar e perder (muito) dinheiro, de liberdade criativa contra a pressão pelo novo hit. São dois lados antagônicos que viveram às turras durante um longo casamento e que agora estão sentados em um tribunal discutindo a divisão de bens.

É esse o ponto crucial da história: a indústria (como a conhecemos) está separando-se dos artistas (como os conhecemos) e daí surgirá algo realmente novo de ambos os lados.

Atualmente não existe uma ordem. O Radiohead lançou o disco “In Rainbows” de um jeito totalmente diferente, com grande apelo na internet e diz que ganhou uma boa grana que a antiga gravadora (EMI) não passava para eles – os downloads remunerados da internet. A “best seller” Madonna largou um contrato gigantesco com a toda poderosa Warner Bros, para assinar com a Live Nation, uma divisão da Clear Channel, voltada para a organização de eventos.

Tudo está de cabeça para baixo mesmo.

O artigo de Byrne começa a ficar interessante quando ele estabelece o que é música. Há muitos anos atrás música era uma experiência, que só podia ser comprovada ao vivo e a cores. Isso foi antes de surgir qualquer técnica que propiciasse a gravação dos fonogramas. Ainda naquela fase, haviam os mecenas e gente que endossava os artistas – que viabilizava as apresentações. Talvez isso acontecesse sem a mesma fome pelos lucros que possuem os oligopólios de comunicações da atualidade. O fato é: antes de surgir a tecnologia de gravação, não era possível separar a música do evento social em si e mesmo para quem pagasse pelo evento, o que ficava era apenas a memória. 

Não era possível copiar, vender, emprestar, trocar, reproduzir ou qualquer coisa nesse sentido.  E assim, a história resume-se ao século 20 – que foi quando a tecnologia de gravação nasceu e evoluiu.

Assim como ele diz, eu não consigo imaginar a minha vida sem música. Passei a maior parte dos meus dias ouvindo, tocando e trocando música com meus amigos. Tenho mais de 2500 cds na prateleira da sala, tive muito vinil, muita fita-cassete e atualmente devo ter uns 200 DVDs. Meu iPod tem cerca de 1omil faixas.  A música é a minha principal formação e fonte de informação. Muito do que sou está em letras de músicas. Minhas melhores e piores lembranças estão invariavelmente ligadas a músicas. Meu passado e meu futuro estão em músicas. A música interfere até no jeito de eu me vestir.

E para que surgiram as gravadoras? Para tornar tudo isso viável em escala. As principais funções das gravadoras eram prestar os seguintes serviços:

  • Custear as sessões de gravações;
  • Manufatura do produto;
  • Distribuir
  • Fazer marketing e promoção
  • Adiantar uma grana para turnês, videoclips e equipe de apoio
  • “Aconselhamento” dos artistas nas suas carreiras e discos
  • Cuidar da contabilidade

Todos os custos de uma gravadora tinha o seu retorno na vendagem de discos (ou cassetes, ou vinis, ou qualquer mídia utilizada para gravar os fonogramas). E talvez esse tenha sido o grande pecado da indústria – ou mesmo, o seu pecado mortal.

Ao longo das últimas décadas, muito mudou – reduzindo substancialmente o valor desses serviços para os artistas. 

O custo de gravação caiu vertiginosamente, chegando a praticamente zero. Para alguns artistas, um disco pode ser todo feito no mesmo laptop em que você lê um email.

O custo de manufatura e distribuição também reduziu drasticamente, considerando que a internet pode desempenhar esse papel.

Os shows também foram deixando de serem encarados como promoção para a venda dos discos. Na verdade, isso mudou completamente, fazendo a coisa funcionar quase que ao contrário.

E assim, Byrne teoriza sobre 6 modelos de negócios na música.

1) Sociedade

Todos os aspectos na vida do artista são de responsabilidade de produtores, promoters, empresários e marqueteiros. O artista vira uma marca, totalmente gerenciada por uma equipe. Normalmente, esses são acordos de longo prazo – possibilitando um planejamento profundo para a carreira do artista. Korn, Robbie Williams e Pussycat Dolls possuem contratos assim e absolutamente tudo que eles botam a mão (shows, camisetas, discos, videos, molho de churrasco, etc) viram dividendos para essa empresa.

O tal acordo da Madonna com a Live Nation é assim também. Os caras deram 120 milhões de dólares para ela – de agora em diante, mordem um pedaço de tudo que ela faz. E assim será por um longo tempo.

2) Acordo de distribuição tradicional

A gravadora assume custos iniciais de gravação, distribuição e promoção. O artista recebe royalties (percentual sobre vendas), após os custos iniciais terem sido ”recuperados”. Um detalhe: nesse cenário, a empresa fica com os direitos autorais dos fonogramas - para sempre.

A interferência da gravadora é grande. A busca pelos hits e singles é constante.  

Esse é o modelo mais tradicional de todos. Até bem pouco tempo atrás, esse era o modelo de negócios em praticamente todos os casos.

Segundo Byrne, muitos artistas ficaram reféns das gravadoras – por não atingirem o patamar de vendas necessário para reestabelecer o valor adiantado. Ele usa como exemplo o Michael Jackson, MC Hammer e o TLC.

3) Modelo de Licensiamento

Essa forma de acordo é parecida com a anterior, mas aqui, o artista fica com todos os direitos e com a cópia da “fita master”. O direito de exploração para a gravadora é por tempo limitado (normalmente são 7 anos). Depois desse tempo o artista passa a ter direito integral de explorar os fonogramas.

Se um artista grava um disco e não precisa de apoio financeiro, esse é um formato bem interessante. Há menor interferência da gravadora no trabalho, mas pode haver menos investimento e entusiasmo por parte da gravadora.

De qualquer forma, esse modelo é interessante porque há uma clara preocupação de ambas as partes com os custos. Controle é o nome do jogo – e isso faz com que a relação fique interessante para os dois lados.

Quem opera assim: Arcade Fire com a Merge Records.

4) Divisão de lucros (profit sharing) 

A gravadora adianta um valor mínimo para a produção do disco, como forma de estabelecer o contrato.

Desde o primeiro momento, as duas partes dividem despesas e lucros. O artista fica com a fita master.

5) Produção e distribuição

O artista compõe e assume os custos de gravação do material. O selo só entra depois que a fita master está pronta, para cuidar da manufatura do disco e da sua distribuição. Normalmente o trabalho de promoção e marketing também é feito por essa empresa.

Dificilmente grandes gravadoras fazem esse tipo de contrato. Aqui o artista tem controle total e simplesmente contrata o selo como fornecedor – remunerando-o de acordo com a vendagem dos discos ou mesmo dos shows em um acordo bem simples de “prestação de serviços”.

É uma grande aposta, mas tem gente que se dá muito bem dessa forma.

6) Distribuição própria (DIY – do it yourself)

Não há gravadora, não há produtora. O artista e sua equipe cuidam de absolutamente tudo.

Os discos são vendidos nos shows e em websites. A promoção é pela internet (My Space)…

Esse é o modelo adotado pela maioria das bandas independentes ao redor do mundo – e não necessariamente por opção (normalmente pela falta dela). O que está começando também a acontecer com grandes artistas, que possuem público fiel.

O Radiohead é um bom exemplo, mas alguns outros também estão indo por esse caminho. Aqui no Brasil já é assim com as bandas de axé e o fenômeno popular Calypso.

No final das contas, todos esses modelos podem evoluir ou desaparecer. E, na visão de Byrne essa é uma grande vantagem desses tempos. Ao invés de ficar lendo o noticiário que as grandes gravadoras estão indo para o ralo, os artistas precisam enxergar que as oportunidades existem e elas são muitas.

Fiz questão de escrever esse post, porque uma coisa que eu ainda penso em fazer é desenvolver um selo musical. Eu amo música e, desde que eu fui produtor de uma banda fantástica, percebi que não posso me distanciar desse mercado. é o que eu gosto e (acho que) tenho talento para a coisa.

O outro motivo é pelo fato de eu conhecer muitas bandas independentes, que por vezes não sabem muito o que fazer – nessa fase de tantas incertezas. Sem otimismo gratuito, fica claro que o importante é fazer shows e batalhar para ser cada vez mais conhecido por diferentes pessoas. O negócio é criar “lastro” e seguir em frente.

Dedico esse post gigantesco ao Gregg e ao China. Desejo muita sorte a esses dois grandes amigos e às suas excelentes bandas: Tontera e Stellabella.

O ataque de Mr. Byrne

Saturday, January 12th, 2008

Eu nunca fui muito fã do David Byrne. Até curto bastante algumas coisas do Talking Heads, mas desde o começo dos anos 90, quando ele deixou o rock de lado e foi para a world music, eu definitivamente deixei de prestar atenção nele.

A única referência que tive durante esse tempo foi que ele lançou um selo (Luaka Bop) e que o cara ama os Mutantes e Caetano Velloso. Não são exatamente artistas que me interessam muito, mas reconheço o valor. E é bem legal ver um gringo tão ligado em música brasileira. Alguns pontos preciosos para Mr. Byrne!

Nessa viagem para a Florida, comprei a última Wired – que sem dúvida é uma das melhores revistas do mundo – principalmente depois que ela deixou de ser essencialmente sobre tecnologia.

Fazia um bom tempo que eu não lia a Wired – e não sabia que o David Byrne tinha virado um colunista da revista, que é editada pelo genial Chris Robinson (autor do excelente livro “The Long Tail”).

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Nessa última edição ele foi entrevistar o Thom Yorke (vocalista do Radiohead), para falar sobre um assunto que eu já trouxe aqui no Bullshitando –  sobre a estratégia bem sucedida e inovadora de lançamento do último disco do Radiohead, “In Rainbows”. Veja o post AQUI.

Foi legal saber um pouco mais dos resultados positivos dessa empreitada. Uma boa (e simples) idéia, muito bem calculada e o Radiohead assumiu a ponta no que diz respeito aos novos caminhos da música no mundo.

Muita coisa vai mudar mesmo. São tempos revolucionários para a indústria musical. É certo que nos próximos 10 anos a forma de consumo e mesmo de produção musical vai ser completamente reinventada.

O mais bacana dessa edição da Wired nem foi essa entrevista como Thom Yorke. O artigo que Byrne escreveu logo na seqüência, sobre seus pontos de vista sobre a indústria e a produção musical, é simplesmente brilhante. Endosso praticamente tudo que ele escreveu ali – e nos próximos dias publicarei aqui no Bullshitando um resumo desse artigo, com as minhas considerações.

Boa, Byrne!