O rock é um território muito vasto.
Do rock clássico, ao progressivo, ao pop, ao heavy metal, ao hardcore, ao punk, ao grunge…é uma lista interminável de estilos.
Basicamente dois países monopolizam o que há de mais importante e relevante no mapa do Rock N Roll: a Inglaterra e os Estados Unidos. É claro que existem exceções, como a Irlanda que é o país de origem do U2 e a Austrália com o AC DC - mas o ponto aqui são esses dois países referenciais.
Do lado da Inglaterra, a MPB (Musica Popular Britânica) traz nomes de peso como: Beatles, Rolling Stones, Eric Clapton, The Who, Elton John, Pink Floyd, David Bowie, Led Zeppelin, Black Sabbath, Genesis, Deep Purple, Motorhead, Queen, Sex Pistols, The Clash, The Police, Iron Maiden, Pretenders, The Cure, The Smiths, Blur, Oasis, Radiohead e mais recentemente os Arctic Monkeys.
Pelos USA, a lista é até mais extensa e os destaques são: Elvis Presley, Little Richards, Chuck Berry, The Beach Boys, Jimmy Hendrix, The Doors, Grateful Dead, Janis Joplin, The Stooges, Kiss, Aerosmith, The Dead Kennedys, Television, Ramones, Van Halen, Bruce Springsteen, Pixies, Talking Heads, Red Hot Chili Peppers, Sonic Youth, Beastie Boys, Metallica, Nirvana, Guns ‘N Roses, Smashing Pumpkins, R.E.M, Pearl Jam, Rage Against The Machine, Linkin’ Park, Weezer, Foo Fighters, Green Day, Blink 182…enfim…essa lista é bem grande mesmo.
Não quero ficar desfilando gratuitamente o meu conhecimento sobre o rock e suas derivações. Quando eu pensei em escrever, o argumento para este post era: “o rock brasileiro errou feio”.
Por alguma razão difícil de ser explicada, não está acontecendo a renovação necessária no rock nacional. Estamos aprisionados em bandas com mais de 20 anos de vida, como Paralamas, Capital, Engenheiros, Titãs, Barão e Lobão e mais algumas poucas bandas que saíram dos anos 90: Skank, Rappa, Jota Quest, Charlie Brown e D2. Também tivemos Raimundos, Los Hermanos e Planet Hemp que já “foram pro saco”. Depois disso, a única revelação que permanece viva do rock nacional é a Pitty (que, convenhamos, não é lá grandes coisas). Nos últimos 4 anos começaram a pipocar algumas bandas de um movimento denominado “emocore”.
Eu me esforço para sempre fazer parte do meu tempo e de entender todos esses movimentos. Eu já ouvi praticamente todas as principais bandas de emocore e achei tudo uma bela bosta.
O tal do “emocore brasileiro” é um verdadeiro atentado à boa música. Historicamente o rock brasileiro sempre usou as melhores referências ou criou as suas próprias (pela grande força da nossa cultura), mas por algum motivo que eu ainda não consegui decifrar exatamente, alguma coisa deu muito errada e tem um movimento bem forte que brotou nas escolas, invadiu as rádios, a web e a MTV. É uma epidemia.
O que pode-se esperar de bandas como: NXZero, CPM22, Dibob, Forfun, Cueio Limão, Wimp, Gloria, Dance Of Days, Hateen, Granada, Strike, Fresno, emo. e Abril?
Sinceramente eu não consigo ver nenhum valor, salvo raríssimas exceções. Na grande maioria essas bandas são terríveis em todos os sentidos: péssimas letras, composições sofríveis e vocalistas deprimentes…
Na minha opinião, as duas únicas exceções são o Fresno (as letras são boas e os caras sabem tocar) e o NXZero (são bons ao vivo) – mas ainda assim a música é um saco.
Agora vamos à minha teoria:
Quem lê o Bullshitando sabe como eu sou um crítico feroz da indústria musical, mas é possível que pela ausência de pessoas da indústria, o mainstream tenha perdido um ”filtro” importante. A verdade é que essas bandas não estão sendo lançadas sem um mínimo de visão artística, mesmo porque boa parte delas nem chegaram a sair pelas grandes gravadoras (sic). Então, a teoria é essa: como as grandes gravadoras quebraram, assim como as rádios de segmento, o caminho para a mediocridade ficou escancarado – e a internet possibilitou a criação dessa nova onda tenebrosa, chamada emocore.
Será que há solução? Sinceramente eu não sei…
O que nos resta é esperar passar essa fase negra do rock nacional e torcer para que tantas bandas de valor tenham oportunidades de mostrar o seu trabalho. Indo pela famosa teoria “faça a sua parte”, eu diria ao querido leitor: ao invés de ficar ouvindo essas porcarias, não perca tempo conheça o que realmente vale à pena. Faça questão de pagar o ingresso dos shows e compre camiseta oficial das suas bandas preferidas.
É mais ou menos assim que eu faço: eu vou aos shows e ajudo no que for possível. E ano que vem pretendo reeditar o meu festival chamado “Rock Na Pressão”, sem a presença de bandas emocore.
Eu já escrevi sobre algumas das melhores bandas independentes do Brasil em 3 posts.
Veja aqui a parte 1
Aqui a parte 2…
E aqui a parte 3.
VAMOS SALVAR O ROCK, PORRAAAAA!!!