Archive for June, 2007

Grana no bolso…

Friday, June 29th, 2007

Nessa semana eu li uma notícia que o Brasil atingiu uma marca interessante.

Cerca de 120 mil brasileiros são milionários – ou seja – possuem mais de um milhão de dólares (descontadas as dívidas) disponíveis para investir.

É um crescimento de 10% comparando com o ano passado. A América Latina cresceu 23% nesse mesmo período, de acordo com o estudo do Merrill Lynch. No mundo, são 9,5milhões de pessoas que concentram U$37,2trilhões. Dessa grana toda, cerca de U$285Bi, são aplicadas em causas filantrópicas (o que é muito bom para amortizar alguns impostos).

Pra mim é assim: ou o cara já tem uma família com grana – que facilita muito as coisas, ou ele tem que fazer disso um objetivo de vida. Tenho pouquíssimos amigos “ricos de família” e alguns amigos que são obsessivos com a idéia de virarem milionários. Alguns desses até estão chegando bem perto dessa marca. Eu, particularmente, nunca dei muita importância para isso porque eu acho que o excesso de dinheiro é um negócio esquisito, que atrai energia negativa e ocupa muito o tempo.

Nunca cheguei nem perto de ter muito dinheiro, tanto é que eu moro de aluguel até hoje (mesmo com o protesto da patroa, que quer um apartamento próprio de qualquer jeito).

Acho que o importante é não faltar grana. Já passei por fases negras que faltava para tudo – e confesso que nunca mais quero chegar nessa situação.

Agora…para ser sincero, eu acho essa notícia legal. Apesar de saber que – na maioria das vezes – os meios utilizados para se chegar nesse clube seleto são podres, acho que riqueza atrai riqueza. De uma forma geral, o nosso país começa a sair de um estado recessivo para algo mais promissor. É como se as nuvens no horizonte estivessem se dissipando (pelo menos um pouco).

Em contra-partida, nós brasileiros somos um dos povos que mais paga impostos no mundo. Isso sim é uma vergonha – e atrapalha as pessoas “de bem” alcançarem situações financeiras mais estáveis na vida.

E você, já ficou rico?

Uma aula de interpretação: Dramatic Chipmunk

Wednesday, June 27th, 2007

Estou completamente enrolado no trabalho…não estou arrumando tempo para escrever no meu Blog.

Mas, tem umas duas semanas que eu recebi esse vídeo – que é um verdadeiro hit na internet – uma aula de interpretação.

Aumentem o som porque…”Dramatic Chipmunk Is in The House”

<a href="http://youtube.com/watch?v=jHjFxJVeCQs">http://youtube.com/watch?v=jHjFxJVeCQs</a>

SHOWS INESQUECÍVEIS: Faith No More (Rock In Rio – Maracanã, RJ, janeiro de 1991)

Monday, June 25th, 2007

O Rock In Rio sempre foi um evento especial. É bem verdade que tenha sido uma merda quando o festival saiu da cidade do rock para o Maracanã na segunda edição, mas o lineup compensava.

Lembro desse domingo, quando fui para assistir Billy Idol e Guns & Roses – que realmente fizeram bons shows. Mas…como costuma acontecer em festivais, sempre tem aquela banda que acaba se destacando na hora H. Nessa edição do Rock In Rio, quem acabou roubando a cena foi Mike Patton e sua trupe.

Foi uma fabulosa apresentação com doses cavalares de energia e atitude.

Nos dois verões seguintes, o Faith No More foi uma das bandas mais badaladas abaixo do Equador. Aqui, eles tinham mais relevância até do que na América do Norte. Tenho amigos que até cortaram cabelo no estilo Mike Patton (um lado raspado e outro comprido).

Não que eles tenham sido os precursores da cena “nu-metal”, mas certamente o Faith No More foi um dos principais catalizadores desse gênero – para que bandas como o Limp Bizkit e até mesmo Linkin Park tenham alcançado seu lugar ao sol poucos anos depois.

O cada vez mais enlouquecido Mike Patton formou o ótimo “Mr. Bungle” (como projeto paralelo ao Faith No More), logo depois o “Fantômas” e recentemente o projeto experimental “Peeping Tom”, além de uma gravadora de bandas independentes chamada “Ipecac”. Tantas experiências infelizmente não fizeram bem ao Faith No More, que foi perdendo a graça e definhou até o ano de 1997, quando lançou o seu último disco de inéditas.

SHOWS INESQUECÍVEIS: Chet Baker (Free Jazz Festival, RJ, agosto de 1985)

Friday, June 22nd, 2007

Eu tinha 13 pra 14 anos e era apaixonado por música. Meu pai me levava na maioria dos shows de Jazz que ele ia. Todo ano tinha o Free Jazz Festival – e no Hotel Nacional eu vi alguns shows memoráveis entre 1985 e 1989.

Dos que eu me lembro mais desses 4 anos de Hotel Nacional, destaco: Pat Metheny, Bob McFerrin, Chick Corea Electric Band, Take 6, Nina Simone, Sarah Vaughan, Grover Washignton Jr., Stanley Jordan, Miles Davis, David Sanborn, Spyro Gyra, Art Blakey, Yellow Jackets, John Mayall, John Lee Hooker, George Benson, Ray Charles, Wynton e Branford Marsalis, entre vários outros. Foram realmente muitos shows sensacionais em uma mesma época, mas teve um que foi mais especial que os outros.

O show do Chet Baker, aconteceu na primeira edição do festival – em 1985 numa época que eu estava descobrindo o jazz e ele era uma das minhas grandes referências. Eu sempre gostei do som do trumpete.

Chet estava escalado para fechar a noite, acho que era uma quinta-feira. Chovia fino no Rio e era um dia de semana – o que piorava a minha situação, porque no dia seguinte tinha que estar na sala de aula às 07:00 (esse era o trato com o meu pai para que eu pudesse ir a todos os shows do festival).

Já tinha passado mais de uma hora do horário previsto e o pessoal já estava impaciente, fazendo muito barulho (o que não era comum para um público de jazz). O foyeur fervia de celebridades e músicos locais.

Reza a lenda que o cara foi achado na praia do Pepino, tomando caipirinha. E ele realmente subiu no palco muito doidão. Não sei exatamente do que, mas ele estava alucinado e melancólico, como sempre.

Do mesmo jeito que perdeu a hora de começar o show, ele perdeu a hora de acabar. Foram mais de duas horas apreciando o melhor trompetista que já passou pela face da Terra.

Menos de três anos depois, ele morreu – o que faz desse show ainda mais especial para mim.

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A história de Kenneth “VON DUTCH” Howard.

Thursday, June 21st, 2007

A história de Kenneth Howard é sensacional. Um dos gênios da arte moderna americana, que – como em toda boa história – virou lenda depois de ter morrido.

O pai de Kennie, chamava-se Wally Howard e era um desenhista conhecido na área sul de Los Angeles. Ele ganhava a vida como pintor de sinais e ensinou ao filho algumas de suas técnicas. Aos 10 anos, o garoto já fazia um troco com seus desenhos e pinturas.

Um dos seus passatempos prediletos – que o tornou notável mais tarde – era fazer “Pinstriping”, que é uma técnica de pintar frisos e detalhes em carros e motos (veja a foto da porta vermelha e a maleta, logo abaixo – aqueles frisos são “pinstrips”).

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No final dos anos 40, o “pinstrip” era algo visto como ultrapassado e decadente quando um adolescente de 15 anos foi trabalhar como mecânico auxiliar na George Beerup Motorcycles. O último “striping” em automóveis havia sido feito pela General Motors em 1938 e já era completamente fora de moda.

Um belo dia, ele levou a moto de um amigo para a oficina, com a intenção de dar uma “recuperada” nela. O trabalho foi tão absurdo que quando o Sr. Beerup viu o resultado, trocou a função de Kenneth para a pintura. Isso deixou o garoto meio chateado, porque ele queria era ser reconhecido como mecânico de motos e luthier de armas de fogo.

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Mesmo resmungando pelos cantos, ele foi criando enorme fama como “pinstriper” em diversas lojas de motocicletas que trabalhou nos anos seguintes. No final da década de 50, depois de ter feito milhares de pinturas em motos, ele decidiu encerrar as atividades de “pinstriper” e criou o seu nome artístico, influenciado pelo movimento beatnick que tomava conta dos Estados Unidos: VON DUTCH.

Apesar de genial e cobiçado pelos “hot rodders”, Von Dutch nunca fez muito dinheiro com o “pinstriping”. Ele tinha uma relação esquisita com o dinheiro, porque achava que o que era necessário para ele ser feliz era apenas um par de calças (sempre rasgadas nos joelhos), um pequeno estoque de camisetas, um par de botas e as suas ferramentas.

Frequentemente Von Dutch aumentava seu preço a níveis exorbitantes, para frear a demanda. Mas isso não dava muito certo – porque brotavam interessados em seu trabalho. E por várias vezes Von Dutch “esculachou” os playboys metidos a James Dean, que apareciam em sua oficina querendo customizar as suas máquinas.

Tem uma história de um cara que tinha um Ford 34, e pediu um trabalho meticuloso de Von Dutch. Por mais de uma semana Dutch concentrou-se naquele trabalho. Estava tudo indo muito bem, quando ele cismou em desenhar uma inocente “joaninha” em uma das colunas do carro – só de provocação. Quando o dono viu o resultado, pediu apenas para retirar aquele desenho. O sangue quente de Von Dutch o fez remover o desenho na base das marteladas – destruindo completamente o carro na frente de seu dono, que assistiu atônito ao espetáculo de fúria do artista.

Na verdade, Von Dutch não gostava muito de pessoas. Era um cara de poucos amigos e racista (ele realmente não gostava de negros). Por toda a sua vida Dutch foi uma pessoa isolada, marginal à sociedade, o típico arquétipo do “bronco” red neck americano – que adorava bebida e confusão.

No começo dos anos 60, depois de dirigir bêbado ecausar um acidente envolvendo a sua mulher (que estava grávida e perdeu o bebê), Von Dutch morou em diversos lugares no Arizona com a mulher e suas duas filhas. Ele fugiu do processo pelo acidente e queria uma vida normal, dedicando-se à sua arte e aos passatempos de criar facas, revólveres, pinturas sob encomenda, etc.

A reclusão durou até os anos setenta quando ele voltou para Orange County, Califórnia e assumiu o posto de construtor e curador do Collectibles da família Bruckers. Como parte do acordo com a família Bruckers ele tinha uma casa para viver e trabalhava somente das 09:00 às 17:00.

Algum tempo depois Von Dutch foi para Santa Paula (CA) junto com a coleção de Brucker e viveu seus últimos os anos morando em num ônibus todo bagunçado, completamente avesso a badalações e “hype” em cima do seu nome.

Kenneth Howard morreu em setembro de 1992, com 62 anos – cerca de 10 anos antes de seu nome estar presente em bonés de metade da população mundial.

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SHOWS INESQUECÍVEIS: Rush Hour (Canecão, RJ, agosto de 1987)

Tuesday, June 19th, 2007

“Rush Hour” foi um nome temporário de um projeto do Stanley Clarke com o Andy Summers e Stewart Copeland (guitarrista e baterista do The Police). Além deles, uma ruiva maluca, com cara de professora de Geografia chamada Deborah Holland se esgoelava em uma proposta “jazz-rock” (fusion), que estava na moda naquela época.

Antes mesmo de gravar um disco eles fizeram dois shows para testar a receptividade ao projeto. Esses shows foram justamente no Brasil (Rio e São Paulo). Depois dessa passei a acreditar que o acaso existe…

As músicas eram desconhecidas, já que a idéia ainda era lançar uma nova banda. No show do Canecão (lotado), como as coisas ainda deviam estar pela metade, pintaram algumas composições do Stanley Clarke e no BIS rolaram 2 músicas do The Police (“Don’t Stand So Close To Me” e “Driven To Tears”).

Eu sempre fui fã de carteirinha do Stanley Clarke e do Stewart Copeland, mas nunca tinha visto um show deles. Cheguei 4 horas antes de começar, paguei mico de tiete e ouvi o soundcheck inteiro. Assisti o show esmagado na grade, no melhor (sic) esquema “nosebleed”. Dei um tapão no Alembic do Stanley Clarke e fiquei vidrado com o Stewart Copeland, gigante – entrando no palco correndo com os olhos completamente vermelhos, chapado de bagulho.

A banda não deu em nada. Pelo que sei, meses depois desse show o Andy Summers saiu e eles mudaram de nome (viraram “Animal Logic”). Acho que o Steve Howe (chaaaaaaato) entrou no lugar do Summers – e aí a coisa foi ficando ainda mais pretensiosa e deu em nada.

Mas aquele show no Canecão, vai fácil para a galeria dos inesquecíveis.

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Kassab X Shepard Fairey

Sunday, June 17th, 2007

Em tempos de Gilberto Kassab, se Shepard Fairey morasse em São Paulo – esses seriam inimigos piores que Lex Lutor e o Superman.

Gilberto Kassab, atual prefeito da cidade de São Paulo, teve seus minutos de fama por ter criado uma lei de geral de limpeza das fachadas, proibindo praticamente toda e qualquer comunicação em área externa.

Os outdoors saíram de cena, apagaram-se os frontlights e os backilghts da frente das farmácias e das padarias, cobriram-se os letreiros de shoppings, desligaram-se os relógios no topo dos arranha-céus, e os painéis na frente das empresas foram sumariamente retirados. Nada foi poupado pela implacável lei Kassab. Isso certamente não irá trazer um ar bucólico e espartano para uma cidade neurótica afogada em um trânsito que nessa última quinta-feira, chegou aos 250 quilômetros no dia da greve do metrô.

Acho que a cidade fica mais triste. Noite sem neon não é a mesma coisa, assim como os símbolos são necessários em uma megalópole caótica como São Paulo. Do jeito que Kassab está fazendo as coisas, a cidade acaba perdendo a sua personalidade.

Pano rápido.

No ano de 1988 Shepard Fairey morava em Nova Jersey. O estudante da Rhode Island School Of Design trabalhava como “part timer” em uma loja de skate para pagar seus estudos. Os milhares de adesivos da cultura skate fascinavam Shep, que resolveu desenvolver seu próprio adesivo. Era apenas uma brincadeira quando ele criou o tosco “Andre The Giant Has A Posse” e saiu colando por tudo que é canto em sua vizinhança.

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Cerca de um ano depois, um pequeno jornal independente da comunidade, saiu com uma matéria, oferecendo recompensa para quem explicasse o sentido daquele adesivo esquisito – e foi ali que Fairey decidiu levar adiante o seu projeto, invadindo as ruas de Nova Iorque e Boston, São Francisco, Los Angeles e várias outras.

Desde o começo, muitos amigos passaram a colaborar com Shepard, doando algum dinheiro para a confecção dos adesivos – e também formando um verdadeiro exército de coladores de adesivos nas ruas – que só crescia a cada dia que passava. Um movimento absolutamente legítimo estava em formação, e cruzou diversos estados pelos Estados Unidos afora.

Nem nos seus melhores sonhos, Shepard Fairey imaginou que se tornaria um dos maiores fenômenos de manifestação urbana do mundo com o movimento “OBEY”.

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A sua arte é autêntica, contestadora e transgressora. O valor é inestimável e é um acervo proprietário não só das ruas dos Estados Unidos. Apesar das inúmeras prisões e multas por vandalismo, Shep é reverenciado por artistas e pessoas ligadas à cultura, tendo sido convidado por inúmeras empresas e bandas de rock para emprestar o seu talento em campanhas, shows e promoções em geral, além de ser um conceituado artista expondo em diversas cidades pelo mundo afora.

<a href="http://youtube.com/watch?v=jM8_AXe00_Y">http://youtube.com/watch?v=jM8_AXe00_Y</a>

Aqui no Brasil existem alguns exemplos de artistas urbanos, que deveriam ser mais reconhecidos pelo enorme potencial de seus trabalhos…mas isso é assunto para um próximo post.

SHOWS INESQUECÍVEIS: Weezer (Curitiba Rock Festival, PR, setembro de 2005)

Friday, June 15th, 2007

Era meu aniversário, estava do lado de alguns dos meus melhores amigos – e cheio de Smirnoff Ice nas idéias (a cerveja era deplorável). Fazia um frio desgraçado em Curitiba.

Eu estava presente no Curitiba Rock Festival como Diretor de Marketing do iBest (um dos patrocinadores do festival). A noite começou com o show foda do SETE e passou por mais uns outros 6 shows de bandas independentes sem muita graça até chegar nos “Raveonettes”, com a vocalista que parecia uma atriz pornô sueca – onde a coisa começou a esquentar.

O palco começou a ser preparado para o Weezer e muitas pessoas que estavam do lado de fora, começaram a entrar. O lugar ficou completamente lotado, muito mais do aceitável e eu assistia tudo do camarote, patrão total – ao lado dos meus camaradas. Era um espetáculo à parte ver as quase seis mil pessoas se esmagando na pista. Parecia ser uma coisa só, impressionante.

Para piorar a situação, o “tour-manager” (Simon), que já tinha arrumado uma puta confusão na coletiva de imprensa, resolveu também encher o saco e não deixava o show começar por causa da quantidade de fotógrafos e cinegrafistas. A galera estava insana pedindo a banda, já atrasada mais de meia hora e o cara ficava de cima do palco fazendo careta e botando pelo em ovo. Por pouco não deu uma merda maior.

Quando o show do Weezer começou em “My Name Is Jonas”, o público cantou – e só parou de cantar na última música. Foi uma das sensações mais fantásticas que eu vi em um show de rock. Era uma catarse entre fãs e banda, como eu nunca tinha visto antes. Um hit atrás do outro.

<a href="http://youtube.com/watch?v=T_7Acdx25jQ">http://youtube.com/watch?v=T_7Acdx25jQ</a>

Momentos especiais do show, além do começo fulminante foram as músicas: “This is Such a Pitty”, “Perfect Situation” e a seqüência “Buddy Holly”, “Photograph” e “Island In The Sun”. Essa última o Rivers Cuomo (vocalista e guitarrista) sumiu do palco e apareceu no camarote ao meu lado, para cantar com um violão e para o coro que se esgoelou da primeira a última estrofe.

Set List Weezer CRF 2004 weezer no CRF

E, claro…”Hash Pipe”, que foi fodido com a galera toda cantando alto e pogando geral.

Depois do show fui com o meu amigo Lobo ao camarim, para falar com os caras e xingar o aquele “tour manager” gordinho otário.

Conclusão meio óbvia, que o Rivers Cuomo é nerd mesmo – todo esquisito, sem falar direito. O Scott (baixista) ficou com um CD do Sete e virou brother na hora. Fiquei trocando idéia com ele sobre como Fender Precision é um baixo fodão e sobre a tour “Foozer” que eles estavam fazendo com o Foo Fighters na América.

Já imaginou ir a um mesmo show com Weezer e Foo Fighters???

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SHOWS INESQUECÍVEIS: Rush (Estádio Olímpico, Porto Alegre, 2003)

Thursday, June 14th, 2007

Por muito pouco não assisti um show do Rush em 1991 em Los Angeles. Estava viajando com meu pai e chegamos poucas horas antes do show de Inglewwod. Chovia demais em LA infelizmente não deu nem para tentar chegar próximo ao estádio dos Lakers.

Definitivamente essa era a banda que eu mais amava na época e durante boa parte da minha adolescência eles foram os meus maiores ídolos no Rock. Sem dúvida esse sempre foi – de longe – o show que eu mais sonhei em ver na minha vida.

A ansiedade sempre aumentava todas as vezes que as turnês eram anunciadas – e pintavam rumores da vinda da banda ao Brasil. Por algum motivo isso não acontecia.

Quando eu já tinha “entregado os pontos”, a CIE contratou o Rush e trouxe o “Vapor Trails Tour” no final de 2003 para 3 cidades: Rio, Sampa e Porto Alegre. Foi difícil de acreditar…e 4 meses antes, a minha agenda tinha contagem regressiva para o dia do primeiro show.

Eu e meu amigo Rodrigo Aguirre fomos a todos os 3 shows. Cada um teve sua peculiaridade, mas certamente o primeiro foi muito especial.

Não tínhamos nem ingresso, chegamos em Porto Alegre duas horas antes do show – em uma cidade que não conhecíamos direito e ainda assim conseguimos assistir o show na área VIP a vinte metros do palco, sentados. A história é boa…

Saímos do aeroporto e fomos direto para o Hotel Intercontinental – onde a banda e a produção estavam hospedados. Procuramos pelo Diretor geral da CIE, em nome de um outro amigo, que não estava conosco (Marcos Caetano) e convencemos o cara a botar a gente pra dentro do show.

Seguimos a van da produção e entramos pelo backstage, junto com outras pessoas (acho que eram jornalistas). Passamos por trás do palco, cheguei a passar a mão na pele da caixa do mestre Neil Peart e seríamos jogados no meio da platéia comum. Mas ficamos dando bobeira ali pela área VIP e fomos ficando.

A apreensão pelo show era absurda.

Eu nunca mais vou esquecer da sensação nos primeiros acordes de Tom Sawyer. Naquele momento eu estava realizando um sonho de moleque e lembrei de muitas fases diferentes da minha vida.

Foi um show grande e grandioso. Por mais de duas horas e meia (com direito a intervalo de 20 minutos), a banda tocou praticamente todos os seus sucessos. Senti falta de “Time Stand Still” e de algumas outras músicas que eu particularmente gosto, mas de uma forma geral os clássicos estavam todos lá: “Closer To The Heart”, “YYZ”, “Roll The Bones”, “Limelight”, “La Villa Strangiatto”, “The Trees” e “Spirit Of Radio”. As musicas que mais me fazem lembrar desse show são: “YYZ”, “Tom Sawyer”, “One Little Victory”, “Resist”, “Vital Signs” e “The Pass” – essa última maravilhosa, com direito a exibição do clipe no fundo do palco.

Será que eles voltam um dia?

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SHOWS INESQUECÍVEIS: Echo & The Bunnymen (Canecão, RJ, maio de 1987)

Wednesday, June 13th, 2007

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Um calor infernal dentro do Canecão completamente abarrotado de gente. Era um dia de semana vagabundo no inverno carioca e chovia bastante. Eu lembro de ter passado algumas horas tomando cerveja com amigos do colégio e da banda que eu tocava na época – e tinha ficado completamente ensopado.

Poucos dias antes, nós tínhamos assistido o excelente show de Siouxie & The Banshees e estávamos entorpecidos (literalmente) pela nova onda da MPB (Musica Popular Britânica). Os ingleses de franjinha foram pontuais para começarem o show e pegou muita gente de surpresa. Se a entrada para o show foi tranqüila, da 5ª música em diante aquilo parecia uma verdadeira lata de sardinha.

Microfonias, batera seca, baixo na pressão e guitarras com riffs sensacionais. Num verdadeiro clima dark londrino-carioca, Ian Mcullough e seus asseclas não tiraram os casacos antes do BIS. Para não derreterem, os caras entornaram alguns litros de caipirinha.

Pra resumir: o show foi memorável, com direito a alguns clássicos do The Doors, Stones e Dylan e 3 ou 4 voltas ao palco.

Pontos altos do show: “Do It Clean”, “The Cutter”, “Lips Like Sugar”, “Seven Seas” e “The Killing Moon”. As versões eu também me lembro bem: “Paint It Black” dos Stones e “People Are Strange” dos The Doors.