Quentin Jerome Tarantino, nasceu em 27 de março de 1963 na cidade de Knoxville, Tenessee.
Com um senso de humor muito peculiar, além da sua interminável cultura pop, eu considero QT o principal diretor de cinema da minha geração.
Seu primeiro filme foi “Reservoir Dogs” de 1992, que foi escrito em um ano e filmado em um mês nas locações mais baratas de Los Angeles, trazendo um aspecto de “road movie”, quase um filme categoria B – mas contando com um casting de primeira linha como: Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen e Steve Buscemi. O toque de gênio de Tarantino, segurando à unha uma história simplória de um assalto mal sucedido, ficou por conta de uma edição primorosa, sangue cenográfico em abundância, bizarrias, diálogos sensacionais e uma trilha sonora inusitada.
O enorme sucesso em festivais e no circuito alternativo, geraram uma grande expectativa pelo próximo filme de Tarantino. E, dois anos depois depois de “Cães de Aluguel”, QT pariu a sua grande obra prima – também meu filme preferido: Pulp Fiction. Garantindo a isenção de estilo, Pulp Fiction é ocupa a nona posição do IMDB (Internet Movie Database) – principal site de cinema na internet, com quase 200 mil votos.
Está tudo lá: sexo, drogas, rock n roll, violência extrema, diálogos exuberantes e uma direção absurda. Talvez o maior azar de Pulp Fiction foi ter saído no mesmo ano de Forrest Gump – que realmente é um filme maravilhoso e feito sob medida para a Academia premiar. Ganhou o prêmio de melhor roteiro e consegiu colocar John Travolta, que naquele momento tinha sua carreira estagnada, concorrendo a melhor ator, assim como Uma Thurman, Samuel Jackson e o próprio Tarantino – que foram indicados ao Oscar.
Meus três diálogos preferidos do filme:
Vincent: You know what they put on French fries in Holland instead of ketchup?
Jules: What?
Vincent: Mayonnaise.
Jules: Goddamn.
Vincent: I’ve seen ‘em do it, man. They fucking drown ‘em in that shit.
Vincent: And you know what they call a… a… a Quarter Pounder with Cheese in Paris?
Jules: They don’t call it a Quarter Pounder with cheese?
Vincent: No man, they got the metric system. They wouldn’t know what the fuck a Quarter Pounder is.
Jules: Then what do they call it?
Vincent: They call it a Royale with cheese.
Jules: A Royale with cheese. What do they call a Big Mac?
Vincent: Well, a Big Mac’s a Big Mac, but they call it le Big-Mac.
Jules: Le Big-Mac. Ha ha ha ha. What do they call a Whopper?
Vincent: I dont know, I didn’t go into Burger King.
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Jules: What does Marcellus Wallace look like?
Brett: What?
Jules: What country you from?
Brett: What?
Jules: “What” ain’t no country I ever heard of! They speak English in What?
Brett: What?
Jules: ENGLISH, MOTHERFUCKER! DO-YOU-SPEAK-IT?
Brett: Yes!
Jules: Then you know what I’m saying!
Brett: Yes!
Jules: Describe what Marcellus Wallace looks like!
Brett: What, I-?
Jules: [apontando a arma] Say “what” again…SAY “WHAT” AGAIN. I dare you, I double dare you, motherfucker. Say “what” one more goddamn time.
Brett: He’s b-b-black…
Jules: Go on.
Brett: He’s bald…
Jules: Does he look like a bitch?
Brett: What?
[Jules atira no ombro de Brett]
Jules: DOES HE LOOK LIKE A BITCH?
Brett: No!
Jules: Then why you try to fuck him like a bitch, Brett?
Brett: I didn’t.
Jules: Yes you did. Yes you did, Brett. You tried to fuck him. And Marcellus Wallace don’t like to be fucked by anybody, except Mrs. Wallace.
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Fabienne: Whose motorcycle is this?
Butch: It’s a chopper, baby.
Fabienne: Whose chopper is this?
Butch: It’s Zed’s.
Fabienne: Who’s Zed?
Butch: Zed’s dead, baby. Zed’s dead.
Praticamente ao mesmo tempo que lançava Pulp Fiction, QT esteve envolvido com o genial Oliver Stone no maravilhoso “Natural Born Killers”, QT escreveu o roteiro que conta a saga de dois serial killers, que saem pela América aloprando, matando a todos, numa viagem muito louca de sexo, drogas e violência.
Em 1995, escreveu a última história do esquisito “Four Rooms” e em 1996, ajudou Robert Rodriguez no infame e hilário “From Dusk Til Down”.
O sucessor de Pulp Fiction foi “Jackie Brown” – que não teve boa repercussão de público e crítica. Eu não sei se isso já é fanatismo meu, por adorar os diálogos e as cenas inusitadas que esse maluco é capaz de escrever – mas também sou fissurado por esse filme (que tem um elenco com Bridget Fonda, De Niro, Samuel Jackson, Pam Grier, Michael Keaton e Robert Forster).
Somente 6 anos depois de Jackie Brown, Tarantino lançou seu novo filme. E veio em dose dupla: Kill Bill vol1 (2003) e Kill Bill vol2 (2004). Enorme sucesso de crítica e público, com todas as referências de Tarantino – que ao invés dos gângsters americanos, incorporou elementos da cultura oriental, envolvendo os filmes de kung fu. Pra mim, trata-se do melhor filme de Kung fu produzido em todos os tempos. David Carradine está lá, junto com Uma Thurman, Michael Madsen, Lucy Liu, Vivica Fox, Daryl Hannah e um monte de japorongas. Quem dera se o Bruce Lee tivesse conhecido Tarantino…
Algumas participações especiais merecem destaque, como a direção do (brilhante) último seriado de CSI em 2005 – que quebrou recordes de audiência na TV americana, no dia em que passou esse episódio.
Tarantino tem alguns filmes previstos para 2007. Os principais (que ele escreveu) são: “Inglorious Bastards” (que se passa durante a Segunda Guerra Mundial) e “Grindhouse” (um filme de terror, junto com Robert Rodriguez). Tem uma coisa que eu tenho certeza: estarei presente nas duas “avant premiére”, custe o que custar.