Archive for September, 2006

Organizando o meu iPod

Monday, September 18th, 2006

Hoje eu tirei o dia para dar um organizada no meu iPod.

 

Um dia é até pouco para acertar 60Gb de música, com imagem da capa, ano correto, ordem das músicas…tudo como manda o figurino.

 

O dia passou, eu estou com dor de cabeça e com tendinite de tanto digitar.

 

Baixei umas coisas novas, eliminei vários discos que não tenho o hábito de ouvir – e agora o meu playlist está “quente”.

 

Nesse dia cinzento, a trilha sonora foi:

The Dogs

Panic! At The Disco

The Automatic

Boy Kill Boy

Feeder

The Fray

The John Butler Trio

Xavier Rudd

Johnatan Rice

Living Things

“The Fray” está entre os mais vendidos da Amazon e “Panic! At The Disco” é uma das bandas mais hypadas da América nesse momento (como se fosse uma resposta aos ingleses pelo Arctic Monkeys).

 

Enfim…esses são os lances que eu mais tenho ouvido, ultimamente. É curioso, que na maioria dos casos não são artistas muito conhecidos. Com exceção desses dois que eu citei acima, nenhum deles tem absolutamente nada a ver com a parada de sucessos. Mas desde que eu me entendo por gente, nunca fui de ouvir rádio nem de ver Rede Globo.

 

Essa história toda casa muito com um livro que eu comprei nesse sábado, chamado “The Long Tail”. É uma teoria desenvolvida pelo editor da revista Wired de como as coisas estão mudando, como o sucesso de um livro, de um disco ou mesmo de um produto é algo muito relativo…e que a famosa lei dos 80/20 está mortinha da silva com a “Nova Economia”.

 

Mas esse já é assunto para um futuro post aqui no Bullshitando… ;-)

Tarantino

Saturday, September 9th, 2006

Quentin Jerome Tarantino, nasceu em 27 de março de 1963 na cidade de Knoxville, Tenessee.
Com um senso de humor muito peculiar, além da sua interminável cultura pop, eu considero QT o principal diretor de cinema da minha geração.

Seu primeiro filme foi “Reservoir Dogs” de 1992, que foi escrito em um ano e filmado em um mês nas locações mais baratas de Los Angeles, trazendo um aspecto de “road movie”, quase um filme categoria B – mas contando com um casting de primeira linha como: Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen e Steve Buscemi. O toque de gênio de Tarantino, segurando à unha uma história simplória de um assalto mal sucedido, ficou por conta de uma edição primorosa, sangue cenográfico em abundância, bizarrias, diálogos sensacionais e uma trilha sonora inusitada.

O enorme sucesso em festivais e no circuito alternativo, geraram uma grande expectativa pelo próximo filme de Tarantino. E, dois anos depois depois de “Cães de Aluguel”, QT pariu a sua grande obra prima – também meu filme preferido: Pulp Fiction. Garantindo a isenção de estilo, Pulp Fiction é ocupa a nona posição do IMDB (Internet Movie Database) – principal site de cinema na internet, com quase 200 mil votos.

Está tudo lá: sexo, drogas, rock n roll, violência extrema, diálogos exuberantes e uma direção absurda. Talvez o maior azar de Pulp Fiction foi ter saído no mesmo ano de Forrest Gump – que realmente é um filme maravilhoso e feito sob medida para a Academia premiar. Ganhou o prêmio de melhor roteiro e consegiu colocar John Travolta, que naquele momento tinha sua carreira estagnada, concorrendo a melhor ator, assim como Uma Thurman, Samuel Jackson e o próprio Tarantino – que foram indicados ao Oscar.

Meus três diálogos preferidos do filme:

Vincent: You know what they put on French fries in Holland instead of ketchup?

Jules: What?

Vincent: Mayonnaise.

Jules: Goddamn.

Vincent: I’ve seen ‘em do it, man. They fucking drown ‘em in that shit.

Vincent: And you know what they call a… a… a Quarter Pounder with Cheese in Paris?

Jules: They don’t call it a Quarter Pounder with cheese?

Vincent: No man, they got the metric system. They wouldn’t know what the fuck a Quarter Pounder is.

Jules: Then what do they call it?

Vincent: They call it a Royale with cheese.

Jules: A Royale with cheese. What do they call a Big Mac?

Vincent: Well, a Big Mac’s a Big Mac, but they call it le Big-Mac.

Jules: Le Big-Mac. Ha ha ha ha. What do they call a Whopper?

Vincent: I dont know, I didn’t go into Burger King.

 

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Jules: What does Marcellus Wallace look like?

Brett: What?

Jules: What country you from?

Brett: What?

Jules: “What” ain’t no country I ever heard of! They speak English in What?

Brett: What?

Jules: ENGLISH, MOTHERFUCKER! DO-YOU-SPEAK-IT?

Brett: Yes!

Jules: Then you know what I’m saying!

Brett: Yes!

Jules: Describe what Marcellus Wallace looks like!

Brett: What, I-?

Jules: [apontando a arma] Say “what” again…SAY “WHAT” AGAIN. I dare you, I double dare you, motherfucker. Say “what” one more goddamn time.

Brett: He’s b-b-black…

Jules: Go on.

Brett: He’s bald…

Jules: Does he look like a bitch?

Brett: What?

[Jules atira no ombro de Brett]

Jules: DOES HE LOOK LIKE A BITCH?

Brett: No!

Jules: Then why you try to fuck him like a bitch, Brett?

Brett: I didn’t.

Jules: Yes you did. Yes you did, Brett. You tried to fuck him. And Marcellus Wallace don’t like to be fucked by anybody, except Mrs. Wallace.

 

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Fabienne: Whose motorcycle is this?

Butch: It’s a chopper, baby.

Fabienne: Whose chopper is this?

Butch: It’s Zed’s.

Fabienne: Who’s Zed?

Butch: Zed’s dead, baby. Zed’s dead.

Praticamente ao mesmo tempo que lançava Pulp Fiction, QT esteve envolvido com o genial Oliver Stone no maravilhoso “Natural Born Killers”, QT escreveu o roteiro que conta a saga de dois serial killers, que saem pela América aloprando, matando a todos, numa viagem muito louca de sexo, drogas e violência.

Em 1995, escreveu a última história do esquisito “Four Rooms” e em 1996, ajudou Robert Rodriguez no infame e hilário “From Dusk Til Down”.

O sucessor de Pulp Fiction foi “Jackie Brown” – que não teve boa repercussão de público e crítica. Eu não sei se isso já é fanatismo meu, por adorar os diálogos e as cenas inusitadas que esse maluco é capaz de escrever – mas também sou fissurado por esse filme (que tem um elenco com Bridget Fonda, De Niro, Samuel Jackson, Pam Grier, Michael Keaton e Robert Forster).

Somente 6 anos depois de Jackie Brown, Tarantino lançou seu novo filme. E veio em dose dupla: Kill Bill vol1 (2003) e Kill Bill vol2 (2004). Enorme sucesso de crítica e público, com todas as referências de Tarantino – que ao invés dos gângsters americanos, incorporou elementos da cultura oriental, envolvendo os filmes de kung fu. Pra mim, trata-se do melhor filme de Kung fu produzido em todos os tempos. David Carradine está lá, junto com Uma Thurman, Michael Madsen, Lucy Liu, Vivica Fox, Daryl Hannah e um monte de japorongas. Quem dera se o Bruce Lee tivesse conhecido Tarantino…

Algumas participações especiais merecem destaque, como a direção do (brilhante) último seriado de CSI em 2005 – que quebrou recordes de audiência na TV americana, no dia em que passou esse episódio.
Tarantino tem alguns filmes previstos para 2007. Os principais (que ele escreveu) são: “Inglorious Bastards” (que se passa durante a Segunda Guerra Mundial) e “Grindhouse” (um filme de terror, junto com Robert Rodriguez). Tem uma coisa que eu tenho certeza: estarei presente nas duas “avant premiére”, custe o que custar.

O que são as gravadoras…??

Thursday, September 7th, 2006

O mercado fonográfico está em colapso e esse não é um problema brasileiro, mas em todo o mundo.

Isso é uma constatação meio óbvia. Está estampado em todos os lugares a agonia de uma indústria chorosa, que não soube se renovar, que não soube se reinventar. A constante lamúria por conta da pirataria, da internet me dá nos nervos. Os caras continuam achando que é possível sobreviver vendendo discos a R$30…num país que a classe média foi massacrada, achatada.

A verdade é que as gravadoras deveriam ter mais atenção com o público consumidor. Há duas décadas quando não era tão raro ver um artista vender acima de 1 milhão de cópias de um disco, as gravadoras viviam um momento de pujança. As áreas de A&R gastavam fortunas com as suas produções. Os departamentos de marketing torravam fortunas com jabás e promoções. A rede varejista que distribuia os discos, era altamente capilarizada…

Dessa época pra cá, tudo mudou. Quer dizer…tudo, não: as gravadoras continuam operando como antes.

Uma vez tive a oportunidade de dizer para um alto executivo de gravadora, que eu achava um absurdo o fato de eu ter mais de 2.000 cd’s na minha sala, e nunca ter tido nenhum contato com a empresa que produzia aquilo. Eles deveriam aprender com o pessoal de cartões de crédito, com o pessoal de telecom. A indústria fonográfica deveria deixar de lado a sua prepotência artística, e buscar excelência na prestação de serviços ao consumidor final – que é quem (ainda) pode pagar por essa produção, seja ela um disco, um ringtone, um show, uma camiseta, ou alguma outra coisa do gênero…

Contratar os serviços de uma gravadora fez sentido numa época em que “gravar” era algo complexo e caro. Hoje em dia isso é commodity. A atividade do mecenas vem desde o começo dos tempos e não vai acabar nunca, isso é certo. O futuro está parcialmente no trabalho que alguns selos desenvolvem, de forma meio descordenada, mas voluntária. Continuo acreditando que as grandes empresas, como a francesa Vivendi (que acaba de comprar a BMG por cerca de U$2Bi) e outros importantes grupos de mídia internacionais, serão os catalizadores de uma nova fase.

Quem viver, verá…

Tinta na pele…

Monday, September 4th, 2006

Sempre fui amarradão em tatuagem.

Fiz a minha primeira tattoo quando tinha 16 anos, a segunda com 18. Depois levei uma década até fazer mais uma. De uns 3 anos pra cá resolvi assumir que eu gosto mesmo desse esporte e fiz mais um monte de tatuagem – sempre no braço direito.

Tenho amigos que curtem a parada, mas acabam não fazendo por que não se decidem sobre o que fazer. E…no fundo…acho que eles nunca vão fazer nada mesmo. Tatuagem é pra gente mais impulsiva, que faz e depois vê no que deu. Por isso, a única coisa realmente importante, é escolher o artista que vai desenhar – coisa que eu infelizmente não fiz nas minhas primeiras tattoos, mas agora acertei.

Nesses últimos meses resolvi fechar o meu antebraço direito, tentando fazer uma composição única nas 8 ou 9 tattoos que eu tinha – que pareciam mais com um álbum de figurinhas. Tá ficando legal, aquela parada de fumaça japonesa, juntando tudo. Esse trabalho é do Mauro (Led´s Tattoo) – um cara gente fina e um verdadeiro craque na parada.

Em outubro começo a fazer o meu braço esquerdo. Mas dessa vez será diferente…já vou partir de uma tattoo única e grande. Ainda não tenho certeza do que quero fazer.

Nas costas, vou fazer um funeral de caveirinhas mariachis. Uma parada ligada ao “dia de los muertos”, que já escrevi em um outro post…

Ainda vou para Miami fazer uns rabiscos com o pessoal do Miami Ink (programa que passa no People And Arts). Quero ter uma tattoo do Chris Garver, ou da sensacional Kat Von D.