Archive for April, 2006

O novo rock brasileiro: STELLABELLA

Friday, April 21st, 2006

Se o gênio gritava “Eureka” com uma nova descoberta e o mágico profere “Abracadabra” antes de tirar o coelho da cartola, a palavra “Stellabella” simboliza o resultado de uma experiência muito bem sucedida entre dois cariocas e um argentino da cidade de Córdoba.

A química está presente em todos os momentos, na concepção da melodia perfeita, nas letras dilacerantes, na pressão do som e nas performances ao vivo dessa banda de rock independente. O resultado é sempre o mesmo: energia em estado bruto.

Stellabella é daquelas bandas que já soam bem desde a primeira audição. Do disco para os shows, a experiência é verdadeira. Reconhecidos por serem verdadeiros craques na melodia, uma das principais características do Stellabella é a presença de palco feroz. E assim, o power trio carioca / argentino vai deixando fãs por onde passa.

Liderados por Pintoboy (guitarra e voz principal), China (baixo) e Diego (o baterista de Córdoba), o Stellabella foi formado no fina de 2000, tendo passado por diversos palcos ao lado das principais bandas da cena independente carioca.

Eu considero que um dos grandes feitos desse power trio é de ser uma unanimidade entre os músicos e os fãs. Todo mundo curte o som, os shows incendiários e – o mais difícil – todo mundo gosta de verdade dos caras.

Pra falar a verdade, eu não consigo entender como eles ainda não assinaram com uma grande gravadora. Será que vai nesse ano? Eu espero sinceramente que sim…

Abra-te sésamo, o Stellabella vem aí!

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www.bandastellabella.com.br

www.fotolog.com/bandastellabella

www.tramavirtual.com.br/bandastellabella

STELLABELLA

Andre Pintoboy: voz e guitarra

André “China” Mafra: baixo e vocais

Diego Laje: Bateria

O novo rock brasileiro: O SETE

Saturday, April 15th, 2006

O Sete foi uma banda idealizada pelo Gregg e pelo Lobo depois de diversos projetos menos ambiciosos. Um belo dia, ambos chegaram a conclusão que poderiam levar esse negócio de música “mais a sério”.

Eu estava voltando ao Rio de Janeiro, tinha acabado de ser pai – e não estava nos meus planos montar uma nova banda (pelo menos no curto prazo). Lembro do Lobo me ligando para pedir opinião sobre set lists, musicas, etc.

No finalzinho de 2002 eu fui assistir um show deles num lugar chamado Far Up e percebi que os meus dois amigos estavam bastante empolgados com a possibilidade de fazerem uma banda de verdade – e viverem daquilo. Mas, por outro lado, o set list ainda era tipicamente amador, recheado de covers sem grande importância. Mesmo assim, me lembro que a música mais aplaudida da noite foi a balada “Casa do Sol”.

Algum tempo passou e o Lobo, sempre ele, me falou que tinha descolado um cara para produzir a banda. Eu achei engraçado aquele esforço todo e dei força. Nem estava me dando por conta do que o meu amigo estava falando exatamente.

No começo de 2003, o Lobo começou a me encher a paciência com a idéia de eu ser empresário da banda. Eu nunca tinha feito nada nesse sentido e – pra ser sincero – achava que ia ser uma tremenda perda de tempo para todo mundo.

Um dia o Gregg me chamou para ouvir a mixagem daquela música que eu tinha gostado do show (Casa do Sol). Ia ser no estúdio Blue, do Guto Graça Mello. Pedi permissão para a patroa e passei a madrugada ao lado de um monte de gente legal – ouvindo um som sensacional. Aquilo me obrigou a parar para pensar de um jeito mais sério na proposta dos meus amigos e em março de 2003 eu passei a ser o empresário & produtor do SETE.

A banda tinha uma coisa de diferente: dois caras profissionais (Glaucio na batera e PG na guitarra), que eram dos Engenheiros do Hawaii. Isso nos deu acesso a boas oportunidades na hora de gravar o disco e na possibilidade de espalharmos o nosso trabalho entre os fãs da banda de Humberto Gessinger – apesar da enorme diferença de estilo entre O Sete e o Enghaw.

Foram dois anos de muito trabalho, algumas boas realizações e muitas noites em claro.

A banda trocou de baterista duas vezes (passaram pelos tambores: Glaucio Ayala, Sergio Naciffe e Kelder Paiva). O quarteto segue em frente na idéia de lançar o trabalho nacionalmente, com um rock poderoso influenciado por bandas como Foo Fighters, Weezer, Rage Against The Machine e Queens Of The Stoneage.

2006 começou bem, com a participação da banda no mega festival Planeta Atlântida em Porto Alegre e no disputado independente MADA, em Natal (RN).

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Gregg Bordallo – Voz e Guitarra

PG – Guitarra e vocais

Lobo – Baixo e vocais

Kelder – Bateria e vocais

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http://www.osete.com.br

http://www.fotolog.net/osete

O novo rock brasileiro: EXTRAVAGÂNCIA e ICE DRYERS.

Monday, April 10th, 2006

Tive uma passagem muito feliz como empresário de uma banda de rock independente. Pude praticar algo que eu sempre tive bastante interesse: o de descobrir novos talentos, novas bandas.

Os dias de empresário / produtor se foram, mas mantive contato com a boa música e com pessoas interessantes, que tive o prazer de conhecer ao longo desses anos.

Resolvi escrever uma série de artigos sobre as bandas que eu tive algum contato, contando algumas histórias e dando as minhas impressões sobre elas. Também pretendo falar de pessoas, fãs, produtores, críticos, gente de todo o tipo ligados ao movimento de renovação do rock brasileiro.

Para começar a série, eu deveria falar sobre a banda que me possibilitou essa grande aventura: O SETE. Mas na verdade, acho legal começar contando um pouco da história da minha vida ao lado de dois grandes amigos – que são os fundadores do SETE: Gregg e Lobo.

Eu sou amigo de infância do Gregg (Humberto Bordallo). Sempre fomos parceiros na música e no futebol. Minha primeira banda com ele foi o Extravagância, que fundamos em 1985. Ele era o vocalista e guitarrista e eu o baixista (por livre e espontânea pressão do meu amigo).

Foram dezenas de shows em Jacarepaguá e um vôo mais alto para um show histórico na Tijuca (acho que esse foi o último e apoteótico show do Extravagância). Tudo era absurdamente precário e a gente era muito moleque, o que teoricamente nos limitava em vários sentidos. Lembro quando vimos uma guitarra Fender pela primeira vez e de quando eu toquei num Gianinni réplica de Rickenbaker. Fortes emoções… ;)

A fórmula de ter uma banda de rock para pegar as menininhas funcionava perfeitamente – e nos divertimos muito dando amassos nas gatinhas e posando de rock stars no colégio e na vizinhança. Tínhamos tietes, fã clube…e organizávamos shows na garagem da Tia Joana, cobrando ingresso para poder comprar palhetas, baquetas e encordoamento.

Nossa parceria funcionava perfeitamente, produzíamos quilos de composições – normalmente nas tardes de domingo, na casa do meu pai. Os shows do Extravagância eram especiais, porque ninguém tocava merda nenhuma direito, mas sempre tínhamos muitas novidades no set list. O improviso (por mais absurdo que soasse) era parte fundamental do negócio.

Dez anos se passaram e em 1996 eu e o Humberto nos encontramos na Fininvest, onde fomos trabalhar. Não demorou muito para reativarmos a nossa parceria musical. Foi lá que conhecemos o Fernando Lobo, baixista de formação (toca pra caralho), mas baterista de coração. Pronto: já tinhamos um trio. Além de nós, tinha também o Leo Godoy, que era o guitarrista e vocalista principal da banda. Todo mundo trabalhava na mesma área e a curtição era geral nos Ice Dryers (os enxugadores de gelo, loucos pela fama).

A proposta da banda era fazer releituras doidas de algumas músicas, além de botar composições próprias. Fizemos alguns shows e vários ensaios abertos no estúdio Totem (do Planet Hemp). Tivemos o nosso maior momento quando fomos contratados para tocar nas festas de final de ano da Fininvest no Scala (RJ) e no Palace (SP). Tocamos para 3 mil pessoas. A banda acabou quando eu me mudei para São Paulo, em 1998.

Lobo e Gregg continuaram a fazer projetos com o Leo Godoy. A iniciativa mais concreta foi uma banda chamada “Rollic”, que deu origem a algumas composições usadas pelo SETE anos depois. Eu também colaborava mandando algumas letras e assim a vida segiu até o ano de 2002, quando surgiu a idéia de montar uma nova banda, agora com pretensões mais sérias.

NO PRÓXIMO POST: O SETE

Garganta Profunda

Sunday, April 9th, 2006

THE DEEP THROAT HISTORY

O ato “Garganta Profunda” é tão antigo quanto o próprio sexo, porém só ganhou notoriedade com o lançamento do filme homônimo de 1972. De lá para cá esse fetiche é usado com muita freqüência nos filmes pornográficos, mas sem metade do “charme”.

No começo dos anos 70, o filme de Gerard Damiano, contava a história de uma mulher que tinha o clitóris na garganta e arrastou milhares de americanos para as tradicionais salas de cinema – provocando uma onda de protestos pelos moralistas de plantão e pelas feministas recalcadas. O filme, financiado por mafiosos de South Beach, custou pouco mais de 25mil dólares, tendo faturado mais de 600 milhões (apenas em bilheteria) em todo o mundo. Tem gente que diz que esse foi o filme mais rentável de toda a história do cinema (é bem possível).

A estrela do filme era Linda Lovelace, que recebeu U$1,250 pelo trabalho – sem direito a engasgar. A moça fez esse filme de sucesso e mais outros dois de completo fracasso, além de ter posado na Playboy em 1975. Depois de ter aprontado todo tipo de loucura nos anos 70 – incluindo uma prisão por porte de cocaína em Las Vegas (em 1974), acabou virou uma ativista contra os filmes pornôs no começo dos anos 80. Ela falou um monte de merda, inclusive que tinha sido obrigada pelo marido a fazer os filmes, sob mira de uma arma e de muita porrada. Ahããã…okay…!! Linda morreu de acidente de carro aos 53 anos, no Colorado – em 2002.

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Para não perder o tema de vista, mais informações sobre “Garganta Profunda” (o esporte, não o filme): Na internet, quem mais fez sucesso nessa modalidade é uma lourinha chamada Heather Brooke (http://www.ideepthroat.com). A menina tem muita disposição e faz cara de feliz quando encara o pé de mesa do namorado.

Para as moças que estiverem dispostas a aprender o esporte, uma página bem legal… e não esqueçam de mandar os seus “vídeos caseiros travessos”! acessem http://tdte.porkyhost.com/instruction.htm

Low Riders

Saturday, April 8th, 2006

O termo “Low Riders” é utilizado para se referir a automóveis que tenham sido rebaixados a ponto de quase esconder suas rodas e raspar o fundo no chão. A onda “bajita y suavecita” era muito comum entre os mexicanos que proliferaram nos subúrbios de Los Angeles e na fronteira entre o México e a America do Norte no final dos anos 60.

Com o passar dos anos, os “Low Riders” ganharam em significância, por ultrapassar o seu sentido primário. Aos poucos a estética diferente e a atitude desse movimento foi reverberando pelos quatro cantos do mundo, ganhando status de arte não só em carros, mas em roupas, músicas e atitude. Os “Low Riders” tornaram-se aos poucos em uma forma genuína de expressão pessoal.

Para estabelecer as fronteiras na arte do Tunning de carros, é importante frisar que há grandes diferenças dessa turma com os “Hot Rodders”, que envenenam os seus carros para fazer todo tipo de poluição e barulho, correndo feito loucos pelas ruas – muitas vezes gerando vítimas e afetando pessoas que não tem nada a ver com a história.

Um “Low Rider” anda na manha, devagarzinho – inclusive porque a suspensão do seu carro não permite grandes velocidades.

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Existem diversas marcas de carros que podem ser modificados: os clássicos (normalmente Chevys de 1936 a 1954), os muscle cars (predominantes nas década de 60 e 70) e os luxuosos Cadillacs. A ordem entre os “Low Riders” é mexer no carro inteiro e para inicio de conversa tem que mudar a pintura…

O tipo de pintura que normalmente faz a cabeça da galera é a “Candy Paint”, que chega a significar até 5 coberturas sobre uma base prateada ou dourada. Dependendo da incidência da luz, a cor do carro muda. A escolha de cores predominantes também não é nem um pouco tradicional. O pessoal curte laranja, cereja, azul turquesa – bem diferentes dos catálogos de linha.

Os acessórios são um show à parte…desde as tampas do birro do pneu (com banda branca, é óbvio) – em forma de dadinhos ou bolinhas de bilhar, à moldura invocada da placa. Tudo é detalhadamente planejado: o pino de segurança da porta, as fechaduras, a manopla do câmbio, as rodas cromadas, neon no fundo, penduricalhos para o retrovisor e os limpadores de parabrisa. O interior recebe forração personalizada, muitas vezes com motivos especiais e com cores vibrantes – além de materiais não muito convencionais (ou discretos) na tapeçaria. Um destaque especial para o som e dvd, que ao longo dos anos passaram a ser itens de grande importância do orçamento, na hora de tunar o maldito – como os porta malas são gigantescos, os “lowriders” botam o chão para tremer ao som de hip hop moderno ou de clássicos da música americana dos anos 50 e 60.

Assim como os “hotrodders”, os “lowriders” gastam muito no motor do carro. A grande diferença é que os primeiros buscam potência a todo custo, enquanto os outros buscam maiores inovações na parte elétrica e no visual. É muito comum o motor ser totalmente cromado.

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Na mala do carro, dividindo espaço com o som, vem um outro componente fundamental para um autêntico “lowrider”: é o sistema hidráulico. Esse complexo (e caríssimo) sistema, é responsável por deixar o carro grudado no asfalto. Tem uma turma que investe ainda mais um grana, para ter um verdadeiro brinquedo na hora em que o carro estiver parado. Os carrões gigantes fazem acrobacias, comandadas pelos joystics dos seus donos.

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Bruna Surfistinha

Saturday, April 8th, 2006

Há alguns dias atrás eu estava almoçando com uns amigos e ficamos discutindo sobre o furacão Bruna Surfistinha.

O sucesso repentino de Raquel (seu nome verdadeiro) com o seu livro autobiográfico, foi catapultado por um blog de enorme sucesso – que simplesmente relatava suas experiências sexuais. A internet está no centro da questão…uma mídia alternativa (sic) fazendo celebridades, influenciando o mainstream.

Falamos também sobre a presença cativa da Bruna em alguns programas de auditório de horário nobre na televisão. Centenas de milhares de pessoas, passaram a conhecer a história de uma menina da Zona Sul de São Paulo que saiu de casa para “dar por dinheiro”, porque tomava porrada do pai.

Até aí, “no big deal”…mas é bastante relevante observar isso como um fenômeno literário, ainda mais num país que não lê. O blog de Bruna atrai em média 15 mil visitantes diários. O livro “Doce Veneno do Escorpião” vendeu mais que os livros do Paulo Coelho (acho que finalmente a turma está ficando de saco cheio desse mala-sem-alça, que insiste nos seus “guerreiros da luz”). Foram mais de 100mil exemplares em aproximadamente 5 meses (e já há tradução para o espanhol sendo lançada).

A sensacional audiência da menina não é efêmera, como alguns insistem ao comparar com a síndrome de vouyerismo coletivo dos 50 pontos de ibope que o Big Brother consegue. O sucesso do tema só mostra que o sexo está na veia da sociedade brasileira porque o assunto ainda é visto como tabu. Mas a prova de que a máscara está caindo, foi o livro de capa preta ter atraido homens e mulheres de todas as idades para as livrarias.

E por favor, não me venham com essa de socioligia barata. O livro não estava tão preocupado assim em contar o lado romântico / dramático da coisa. Isso até está lá – é verdade – mas, o que o pessoal quer ver é a putaria comendo solta. A turma quer saber os relatos de uma prostituta para satisfazer homens, mulheres e casais.

Porra…trata-se de um best seller de auto-ajuda sexual!!

Agora estão falando muito pela mídia sobre um filme que estão pensando em rodar sobre essa história.

Sinceramente acho que essa é uma das melhores oportunidades para o cinema nacional ganhar projeção internacional. Não estou falando de Oscar, ou de premiações – isso é estupidez. Estou falando de consideração, de um posicionamento mais agressivo, mais conceitual como o cinema europeu.

Fico deprimido só de ouvir nas atrizes cotadas para fazerem o papel da Bruna: Luana Piovani, Cleo Pires, Mel Lisboa…

Pelo amor de Deus…essas atrizes não vão se “entregar” como o papel demanda. O filme tem a obrigação de mostrar a verdade. Nelson Rodrigues até faria um belo roteiro, mas estamos falando de um filme de sacanagem para o grande circuito. Assim como o livro, é preciso contar um pouco da história da Raquel – mas quando ela virar Bruna Surfistinha, a conversa é outra. É um filme pornô requintado, feito em película, editado com todo capricho e com uma trilha legal.

Por favor, vamos deixar de frescuras e de falso moralismo. Isso não é um filme para Fernando Meirelles, Daniel Filho, Tizuka Yamazaki, ou mesmo para a Globo Filmes. Será necessário recorrer a consultoria do Buttman, do pessoal que faz a série “As Brasileirinhas” e de um monte de gente que caminha no underground dos filmes pornôs.

Essa ficha já caiu para o Frotinha, Vivi Fernandes e Rita Cadillac. E essa pode ser uma oportunidade de ouro para algumas atrizes darem uma levantada na carreira, mas é preciso ficar claro que não vai dar para regular a mixaria, vai ter que pagar muito boquete, participar sexo grupal, devorar homens e mulheres.

Inclusive acho que não tem nenhum problema se não acharem uma atriz disposta a isso. Com uma boa conversa, a própria Raquel topará re-incorporar a Bruna Surfistinha e ser a atriz principal do seu próprio filme.

Você aí…quem poderia fazer esse papel?

PS: O blog atualizado (e comportado) da Bruna é http://www.brunasurfistinha.com/blogs/. Para ler um pouco do que era o conteúdo do blog original, tem que voltar até setembro de 2005

Lo Dia de Los Muertos

Saturday, April 8th, 2006

2 de novembro, O DIA DOS MORTOS

O México é apaixonante. Nunca tive o prazer de estar nesse país – mas sei que ainda terei a oportunidade de poder ver de perto uma cultura que tanto me fascina.

Tenho lido muito sobre o México, sua história, suas origens, seus heróis e suas festas.

Um dia desses escrevo sobre Zapata e sobre os mariachis, mas hoje é a vez de falar sobre a maior festa mexicana: o “Dia de Los Muertos”, que acontece nos dias 1 e 2 de novembro.

No calendário mundial é o dia dos finados, um dia triste de lamentação. No México a coisa tem uma visão inversa, propondo uma imensa celebração com os ancestrais – que é algo de pirar o cabeção dos tradicionais.

Os mexicanos acreditam que essa é uma maneira dos vivos se relacionarem com os mortos. A perspectiva é de origem e destino, lugar de descanso e de reencontros. Trata-se de uma mistura muito crazy de respeito, alegria, fascinação e intimidade. Dessa forma, os mexicanos acabam aprendendo em vida a conviver e sobreviver ao medo da morte.

Desde cedo as crianças se acotovelam para comer as caveirinhas feitas de açúcar e todo tipo de guloseimas servido em um banquete para os vivos e para os mortos. Assim, acostumam-se ao contato com uma morte brincalhona e companheira, personificada nos bonecos-caveiras.

O fato é que as pessoas não entram da bad trip da lamúria, tratando de fazer altares caprichados com oferendas para os espíritos e comemorar a vida com muita música, tequila e comida típica.

Esses altares normalmente possuem um jarro de água (para saciar a sede dos mortos), velas, incensos, comidas, flores e papel picado. Além disso, são incrementados com os objetos que eram de preferência do morto: cigarros, bebidas, roupas ou brinquedos, doces e comidas.

Os cemitérios também fazem parte da celebração, reunindo parentes, amigos, vendedores ambulantes, músicos, artistas teatrais; os túmulos repletos de flores, adornos, comidas e bebidas. Como parte integrante desse todo multicolorido, as pessoas vestem-se de uma maneira alegre e festiva com suas melhores roupas para receber seus mortos.

No final da festa (dia 02 de novembro), tudo é partilhado entre os parentes, amigos e vizinhos. Essa partilha é conhecida pela expressão “dar la calavera” e cada um volta a ocupar o seu lugar: mortos e vivos regressam aos seus espaços, felizes por se sentirem lembrados e por terem compartilhado suas histórias e seus sonhos.

ARRIBA MUCHACHOS!

Artic Monkeys

Saturday, April 8th, 2006

Não vou falar muito do ARCTIC MONKEYS. Eles são uns moleques de 19 anos (em média), que até o ano passado se limitavam a assistir os shows do Readings’ Festival. De pouco tempo pra cá, viraram a coqueluche da juventude rock inglesa.

Letras sarcásticas, atitude irrequieta nos palcos e aquele arzinho meio blasé inglês. É nitro-glicerina pura!

O Arctic Monkeys ganhou hoje o prêmio “ShockWaves NME Awards 2006″ de melhor banda britânica. Nessa categoria, os concorrentes eram Franz Ferdinand, Oasis, Kaiser Chiefs e Bloc Party.O grupo de Sheffield (Inglaterra) também venceu na categoria “melhor banda revelação”. Foi a primeira vez na história do ShockWave NME Awards que um mesmo grupo faturou os dois prêmios. O triunfo não parou por aí. O prêmio de melhor música foi para “I Bet You Look Good On The Dancefloor”, single de estréia da banda. O primeiro CD do grupo “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, lançado no mês passado, se tornou o álbum de estréia com vendas mais rápidas da história do mercado fonográfico, depois de vender mais de 360 mil cópias só na primeira semana, além de ter conseguido a quinta colocação na lista dos 100 maiores álbuns (de acordo com a revista especializada NME). A banda também foi indicada aos prêmios de Melhor Banda Britânica, Melhor Banda Nova, Melhor Música e Melhor Banda ao vivo (com “I Bet You Look Good On The Dancefloor”) no NME Awards. Folha de São Paulo, 23/02/06.

Recentemente a NME – uma das revistas especializadas de maior credibilidade – elegeu-os como uma das 10 maiores bandas da Inglaterra de todos os tempos. Quando postos ao lado de Stone Roses, The Smiths, Oasis, Beatles, Sex Pistols, The Clash essa indicação parece ser um exagero tipicamente britânico, mas com certeza coloca-os em uma posição de enorme destaque para sempre. O link da matéria é: http://www.nme.com/reviews/arctic-monkeys/7837

Precisa dizer algo mais? Já pro torrent!

 

 

10 Guitarristas

Saturday, April 8th, 2006

O meu amigo Gregg provocou, pedindo minhas listas de TOP 10, porque ele sabe que eu gosto dessas discussões.

Confesso que esse é um exercício terrível de escolhas e de algumas injustiças. Não existem verdades aqui, apenas preferências. É gosto puro – e a bronca é livre!

Os 10 guitarristas de Rock que EU mais gosto são:

1) JIMI HENDRIX – revolucionário, incendiário. Definitivamente o melhor.

2) THE EDGE – melodias extraordinárias e um timbre único. Emocionante.

3) KEITH RICHARDS – o cara que mais sabe fazer riffs na história do rock.

4) STEVIE RAY VAUGHAN – amo o som que ele tirava da sua Stratocaster surrada.

5) DAVID GILMOUR – o guitarrista mais elegante da história. Solos limpos, cirúrgicos e absolutamente memoráveis.

6) TOM MORELLO – o cara toca de um jeito diferente, tem uma linguagem própria. É o “rookie” dessa lista, mas não deixa barato.

7) SLASH – quando penso em alguém usando uma Gibson Les Paul, ele é a minha primeira referência.

8) EDDIE VAN HALEN – o som dele é marca registrada. Com uma única palhetada dá para saber se é o Eddie Van Halen que está pilotando a guitarra.

9) BRIAN MAY – os solos melódicos de Brian May são realmente especiais.

10) JIMMY PAGE – ele fez “Stairway To Heaven” (só isso já valeria o posto), entre várias outras obras de arte do Led Zeppelin.

Quem não entrou e poderia ter entrado…
Angus Young (ACDC), Zakk Wylde (Ozzy, Black Label Society), Randy Rhoads (Ozzy), Pete Townshend (The Who), Eric Clapton, Stone Gossard (Pearl Jam), Trevor Rabin (Yes), Andy Summers (Police), Alex Lifeson (Rush), George Harison, Joe Perry (Aerosmith), Richie Blackmore (Deep Purple), Jeff Beck, Adrian Smith (Iron Maiden), Tony Iommi (Black Sabbath), Richie Sambora (Bon Jovi), entre muitos outros.

Quem não entrou e não entraria mesmo…
Steve Vai, Satriani, Yngwie Malmsteen e os punheteiros de plantão.

…QUEM SE HABILITA?