Archive for the ‘Histórias de pescador’ Category

Qual é o preço da amizade?

Sunday, August 31st, 2008

A resposta óbvia é: não tem preço. Mas eu diria um pouco mais…

Uma amizade verdadeira é o significado do que nós somos, é a nossa própria existência. Não sei muito bem se existe uma profundidade ou mesmo um grau de confiança necessário para conquistar uma amizade, mas sei que os amigos reais são ligados por uma espécie de cumplicidade muito profunda, meio difícil de explicar em palavras.

Na quinta-feira passada fui jantar com um dos meus maiores amigos, que infelizmente eu não via há muito tempo. Além de contarmos as principais novidades dos últimos tempos, nós também rimos das mesmas histórias de sempre e falamos sobre os mesmos assuntos (Flamengo, Rio de Janeiro, escola, ex-namoradas, viagens, festas, shows, etc) tudo com o mesmo empenho e brilho.

O meu amigo gosta de mim pelo que realmente sou e não pelo que eu me tornei. Ele me conhece muito bem. Acho que me conhece melhor do que eu mesmo. Em tantos anos, eu nunca precisei provar nada para ele e sempre tive o máximo da sua admiração.

Decidimos que vamos virar o ano de 2008 juntos, com nossas mulheres e filhas e com mais um casal de amigos. Falamos em viajar para Nova Iorque ou Buenos Aires e concluímos que seria mais legal alugarmos uma casa em Búzios.

No final das contas, nós não sabemos ainda aonde iremos, mas já decidimos que estamos dispostos a qualquer sacrifício para que o ano de 2009 comece da mesma forma para todos nós.

No Stairway To Heaven, Please…

Friday, February 22nd, 2008

Nos meus tempos de bandas de rock, eu sempre gastava um tempo enorme pensando em setlists e repertórios.

Nas bandas que eu toquei, costumava construir repertórios alternando as composições próprias com algumas versões de músicas conhecidas pelo grande público. Nunca tive banda de cover, para tocar parecido com o original (isso me dá náuseas).

Para a maioria dos seres humanos normais, isso pode passar despercebido, mas sempre consumiu muito do meu tempo e foi um assunto de muita pancadaria com meus companheiros de banda.

Mesmo na época que eu virei produtor/empresário, esse era um assunto que eu controlava neuroticamente. Normalmente eu “roubava” a responsabilidade de escrever o setlist para todos os integrantes. Algumas vezes eu roubava mesmo, porque botava a ordem que eu queria – e no meio do show dificilmente eles conseguiriam trocar. Eu só via o PG me procurando no backstage, com cara enfezada, louco da vida, contrariado.

É que eu acho isso fundamental. Mesmo em um show com as mesmas músicas, é totalmente possível modificar a ordem das músicas para ter resultados diferentes. Obviamente não é só a ordem que importa. A escolha das músicas é, talvez, a parte mais importante de um show.

Por que toda vez que eu vou em um bar e tem alguém tocando violão (no melhor estilo Emmerson Nogueira), o cara toca “Plush” do Stone Temple Pilots?

Porra…é óbvio que eu adoro Stone Temple Pilots e até acho que “Plush” é uma música bacana. Mas já encheu muito o saco e essa banda lançou mais meia dúzia de discos. Eles têm diversas outras músicas fantásticas. Se você que está lendo esse post toca violão para mais de uma pessoa, experimente trocar “Plush” para “Interstate Lovesong”, “Creep”, ou “Vasoline”.

Acho que algumas músicas deveriam ser proibidas de serem tocadas em shows. Eu sei que o meu amigo Gregg vai ficar puto comigo, porque ele tem um show de voz e violão, mas não resisti e fiz uma lista das 10 músicas mais previsíveis e detestáveis em bares:

1) Listen To The Music – The Doobie Brothers (aaaaaaaaarghhh!!!!)
2) Have You Ever Seen The Rain? – Creedence Clearwater Revival
3) Plush – Stone Temple Pilots
4) Wish You Were Here – Pink Floyd
5) Hotel California – Eagles
6) California Dreamin’ – The Mamas & The Papas
7) A Horse With No Name ou Ventura Highway – America
8) Baby I Love Your Way – Peter Frampton
9) More Than Words – Extreme
10) Beatles (qualquer uma)

O Gregg toca provavelmente todas essas – e ele explica que é porque o pessoal pede. Mas ainda assim, não tenho como esconder que eu ODEIO cada uma dessas músicas tocadas no violão. Ahhh…ia me esquecendo de incluir Simon & Garfunkel, na lista dos proibidos. Ficaram 11, então.

Escrevendo esse post, lembrei de uma passagem impagável do filme Waynes´ World, quando o Garth (o debilóide louro do filme), que sonhava em comprar uma Stratocaster branca. Ele passava pela loja e via aquela guitarra linda, iluminada na vitrine. Teve um dia que ele resolveu entrar na loja e experimentar a guitarra. Na exata hora que ele ia dar o primeiro acorde, o vendedor interrompeu e apontava para um aviso hilário:

“No Stairway To Heaven”

Faz total sentido.

<a href="http://youtube.com/watch?v=1HSJGj0HUn8">http://youtube.com/watch?v=1HSJGj0HUn8</a>

 

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Faz 1 hora que escrevi esse post. Estava saindo do trabalho e foi a última coisa que fiz nessa semana estafante.

Como sempre eu faço, liguei o iPod na função shuffle, botei o capacete e subi na moto.

Tocou Manic Street Preachers, Foo Fighters e…Led Zeppelin. Sabe qual música????? Stairway To Heaven.

Porra…eu fiquei arrepiado. São mais de 11.000 músicas possíveis e toca justamente essa?

Caraca…

Safadezas estudantis: Rebecca Bogard

Thursday, January 31st, 2008

Eu estava lendo o notíciario e fiquei indignado com a história da professora de 27 anos que foi presa por ter comido o aluno de 15. Pois foi exatamente isso que aconteceu em uma cidade do interior no Mississipi, EUA.

A história é mais ou menos assim…

rebecca_teacher.jpg

A loirinha aí da foto, de 27 anos foi processada por ter abusado sexualmente de um aluno “pobre coitado” de 15 anos. Ela confessou ter feito sexo com o garoto por três vezes e a última rolou dentro do carro dela, um JAGUAR com a placa “GRRRRR”…

Depois da trepada, ela mandou um SMS pro moleque dizendo que estava apaixonada por ele e que estava toda detonada (a palavra que ela usou foi “sensível”) por causa do sexo animal. Aí, a mãe do garoto – que já estava cismada, desde que o filho perdeu o emprego em uma loja de fast food – fuçou o celular (que tinha sido presente da professora), descobriu toda a sacanagem e denunciou a professorinha para a polícia.

“I love you, yeah it was the best, which night was the best 4 you, I’m sensitive but not sore, you were good …” Essa foi o SMS que a professorinha mandou pro garoto.

Santa hipocrisia, Batman…aos 15 anos comer a professora gostosa é melhor do que ganhar na loteria! Depois dessa, o garoto deve estar querendo matar a própria mãe.

Quando eu estava no ginásio, com uns 16 anos tinha uma professora de História que era a paixão coletiva da sala. Nenhuma outra aula era tão concorrida – e vagabundo ia pro colégio até se estivesse com 42 graus de febre.

No verão ela dava aula de camiseta e até hoje lembro da vez que ela foi sem sutiã e passou 2 tempos inteiros com o farol aceso. Resultado: hipnose coletiva e notas baixas nas provas bimestrais.

E é claro que ela sabia…era nítido nos olhares famintos de todos nós o profundo desejo por uma aula prática de anatomia com a nossa querida professorinha.

Nunca aconteceu nada. Ninguém foi preso, ninguém foi feliz.

Mas nessa história da professora Rebecca, a situação é bem diferente. A lei do Missisipi diz que a idade mínima para o sexo é 16 anos, ou 18 anos para o caso de uma pessoa estar em posição de autoridade. São 30 anos de jaula e U$50mil de fiança.

Tô pensando em propor uma “vaquinha” para libertar a “nympho-teacher”.

Se você quiser saber mais sobre a história (em inglês), clique aqui.

Pílulas da Flórida

Tuesday, January 8th, 2008

Deficientes Inc.

Tirando o lado trágico da coisa, se tem alguém que “se dá bem” nos Estados Unidos são os deficientes físicos. Os privilégios são vários…

Pra começar os estacionamentos possuem as melhores vagas para os carros que chegam com o adesivo azul. E não são poucas vagas, são muuuuuuuuitas – que ficam vazias se um carro com o adesivo não aparece.

Na garagem em que eu parava o carro, eu era obrigado a estacionar depois do terceiro piso, porque era tudo lotado – e sem exagero – 30% das vagas eram reservadas para o irritante adesivo azul.

Volto a dizer…nada contra os privilégios para os deficientes – acho que é justo que eles tenham um mínimo de conforto. Só fiquei impressionado com as quantidades. Não é possível que existam tantos deficientes assim…

Por causa dessa abundância, eu cheguei à conclusão que aquelas pessoas mais gordas ou mais velhas, viram “deficientes” nos Estados Unidos. No final das contas são eles que usam essas vagas e eles andam de cadeirinhas motorizadas pelos parques, shoppings e aeroportos.

Os golfinhos mercenários

No último dia de viagem resolvi conhecer o aquário de Miami – que fica em Key Biscane.

Aprendi bastante sobre diversas espécies aquáticas, como o jacaré, a tartaruga, o tubarão, a baleia, o peixe boi, a foca, o leão marinho e principalmente sobre os golfinhos.

Aliás, Miami tem fixação pelos golfinhos. Eles dão até o nome do time de futebol da cidade.

No show dos golfinhos, aprendi que eles nadam muito rápido porque o movimento da cauda é pra cima e pra baixo – e não para os lados, como acontece com a maioria dos outros peixes. Também fui obrigado a repetir 25 vezes pelos treinadores que eles são mamíferos.

Mas pra mim a grande conclusão é que esses bichos são os mais mercenários de todos os outros do Reino Animal. Eles passam o tempo todo esperando propina (peixes) para fazer as macacadas que os treinadores mandam. E tem uns peixes que devem ter alguma anfetamina, porque quando eles comem esses, os golfinhos saem andando em cima da água a 100 por hora e dão vôos absurdos.

Enquanto isso, a gente ficava torcendo para um pelicano – que tentava (em vão) roubar uns peixinhos do isopor dos golfinhos.
 

Bibbidi Bobbidi

Aqui eu arrisco uma profecia: se você que está lendo esse post tem uma filha de 3 a 7 anos, esse é o “brinquedo” que ela vai mais querer ir na Disney.

“Bibbidi Bobbidi” é a expressão que a fada madrinha fala quando transforma a Cinderela de baranga em uma princesa.

Os gênios da Disney tiveram a idéia de montarem um salão de beleza apenas para as meninas serem transformadas em princesas.

É tudo no esquema americano, meio rapidão (tipo 30 ou 40 minutos). Mas a experiência é fabulosa, porque as atendentes todas estão caracterizadas e usam e abusam do bom atendimento (principalmente depois que a cliente senta na cadeira) e saem pelo menos umas 300 princesas por dia dos dois Bibbidi Bobbidi Boutique. A conta pode ser de U$50 a U$200, incluindo o vestido e uma pequena sessão de fotos.

Se você acha que fica ridículo as meninas todas produzidas, posso garantir que não é nada disso. Elas ficam encantadoras e as pessoas adoram ver as miniaturas de Ariel, Aurora, Cinderela, Branca de Neve, Yasmin e da Bela andando pelas ruas dos parques. Os japoneses tiram até foto.

By the way…olha a minha princesa aí…

gabi-princesa.jpg
 

 Where 2 Go, Fast Pass e Express Ticket

Se tem um artigo de luxo que é indispensável em uma viagem como essas para a Florida é o tempo.

Na verdade eu confesso que sou meio obcecado por tempo. Por essas e por outras eu não tenho mais carro em São Paulo – e só ando de moto. Eu acho que a vida passa enquanto a gente está dentro de uma lata de sardinha.

Mas voltando ao assunto principal…que são as providências fundamentais para quem vai viajar para a Flórida e deseja economizar o tempo.

A maior delas é fugir das excursões. Isso é um verdadeiro horror. Procure ler a respeito das coisas com antecedência, pesquise, compre até o lamentável DVD do Amaury Jr, sobre Orlando. E chegando lá, alugue um carro. Seja dono do seu tempo e não dependa dos outros.

Quando alugar o carro, pegue um GPS e jogue os mapas impressos no lixo. É ridiculamente fácil de usar – e até nos momentos que faltar inspiração para ir em algum lugar, o próprio aparelho te dá várias sugestões (se você quiser, pode ser até em português). O aluguel custa em média U$100 por semana e é o dinheiro mais bem gasto.

Outro mecanismo fundamental, principalmente na alta estação, são os tickets de furar a fila nos parques.

Nos parques da Disney o ingresso já dá direito a utilizar o Fast Pass. É só botar o seu ingresso na máquina de Fast Pass que tem em cada atração e ele te devolve um ticket para algumas horas mais tarde, sem (muita) fila. A merda é que enquanto você estiver usando para uma atração, não dá para usar para a outra.

Na Universal a banda toca diferente. Você tem que comprar o Express, que custa em média U$80,00. A única regra é que você só pode usar uma vez por atração (o que de vez em quando dá para driblar) – mas é mais legal que na Disney.

Time is Money…e como o post anterior disse…na America tudo tem seu preço: It’s Just Business!
 
 

Trânsito

Como eu disse antes, o trânsito na Florida é bem intenso e com o GPS tudo fica muito fácil em termos de “ir e vir”.

Mas em termos “funcionais” a coisa é bem diferente do Brasil…

Pra começar, os pedestres têm total prioridade – e sabendo disso, tem gente que abusa da sorte. Basta estar na faixa de pedestre que neguinho atravessa mesmo, mesmo que o sinal esteja verde. Nas situações em que estive andando eu vi isso acontecer várias vezes– e ficava puto da vida.

Outra coisa diferente do trânsito é a educação dos motoristas. São raras as exceções, mas sempre que você vai fazer uma conversão, o carro que está na preferencial reduz para te deixar passar. É duro de acreditar, mas é verdade.

Por outro lado, a coisa mais irritante é que nego fica sempre na mesma faixa e anda na velocidade que quiser, basicamente quando a velocidade é baixa – sem que ninguém meta a mão na buzina.

Os homeless estão todos em casa

Eu precisei de 14 dias para ver mendigo na rua.

No dia 31 de dezembro eu fui conhecer Orlando Downtown e fui achando que longe dos parques temáticos, seria deprimente porque estaria tudo fechado e os mendigos todos estariam deitados nas fachadas dos bancos e escritórios.

E não foi nada disso.

A cidade é muito limpa, com pouquíssimas pessoas nas ruas e o único indício de miséria aparente foi em uma praça, quando vi um senhor recebendo assistência de um funcionário da prefeitura que tinha uma sirene no carro e os dizeres: “we care about our people”. Achei do cacete.

Depois fui ver no último dia da viagem, em South Beach uns dois ou três mendigos – e foi só.

Por que os Estados Unidos cuidam dos seus cidadãos e nós que pagamos impostos infinitamente maiores, não temos nem hospitais? E já que a CPMF caiu, Lula e o Kid Manteiga deram um grau extra no IOF, para manter a gastança da máquina…

Miami Heat

Um outro ponto alto da viagem foi quando fomos assistir Miami Heat X Milwaukee Bucks no American Airlines Arena.

Esse não foi o meu primeiro jogo da NBA. Já vi alguns outros em viagens anteriores, mas poucas vezes vi um time explorar tão bem o seu estádio e as suas propriedades. A loja oficial estava “botando vagabundo pelo ladrão” e mesmo com o time com desfalques (Shaquille O Neal e Alonzo Mourning), o estádio estava com pelo menos 80% da sua capacidade tomada.

Enfim, parecia que estava tudo montado para um grande espetáculo do time da casa.

Mas aqui tem mais uma gigantesca diferença do que estamos acostumados a ver no futebol: tudo no basquete americano é muito artificial.

O locutor comanda o público, as cheerleaders gostosas aparecem no intervalo, rolam várias promoções e até mesmo vídeos “emotivos” dos 20 anos de Miami Heat. É um show de marketing enquanto o time fica lá na quadra, resguardado. Acho que falta a ligação da galera com os jogadores – que não demonstraram raça em nenhum momento e que perderam o jogo por puro relaxamento.

Ninguém vaiou, ninguém xingou e, convenhamos: torcer não tem nada a ver com boa educação…

It’s Just Business

Sunday, January 6th, 2008

De volta ao país tropical, de volta aos devaneios Bullshiteiros…

Escrevo esse post de dentro do vôo 2943 da American Airlines, que saiu nesse sábado às 13:05, de Miami para Sampa. Como o DVD da cadeira não está funcionando, então essa pareceu ser uma boa oportunidade para que eu escreva os meus primeiros textos de 2008.

Passei os últimos 15 dias sem pensar em absolutamente nada que não fossem os parques de diversões e onde iríamos comer – ou seja – nenhuma grande preocupação. Tá bom, vá lá…eu me conectava durante 1 hora antes de dormir, para saber basicamente o que estava acontecendo com o Flamengo. E só.

Além de fotos e lembranças de momentos de prazer com a minha família, uma coisa me chamou a atenção. Fiquei chapado com a capacidade dos americanos transformarem toda e qualquer situação de entretenimento – ou mesmo do cotidiano – em cifras e cifrões.

Na quinta-feira passada mesmo, teve uma situação típica. Estávamos na Ocean Drive em South Beach comemorando o aniversário da minha mulher em um restaurante italiano. Tudo muito bom, com destaque para o senhor que atendia a nossa mesa – um italiano, que falava português, parecido com o Bill Murray 20 anos mais velho. O cara era uma simpatia, mas algo soava esquisito – porque ele só era realmente simpático na hora que a gente pedia alguma coisa a mais. Na verdade, entre o prato principal e a sobremesa, caiu uma ficha que ele não estava sendo simpático gratuitamente, ele queria mesmo era uma gorjeta bacana. E, por toda a sua “simpatia”, eu pedi uma San Pellegrino e deixei a tal gorjeta – sem grandes entusiasmos.

Just business…

Ontem eu estava andando pela Washington Avenue, também em South Beach. Queria ver como era a loja do Miami Ink. Sempre fui amarradão na série, nem tanto pelas histórias babacas dos tatuados, mas principalmente pelo trabalho da Kat Von D e do Chris Garver. Antes de viajar, eu cheguei a tentar marcar um horário com a Kat, mas ela não está mais lá e o Garver nem mesmo respondeu meu email. Mas, eu tava naquela de ver como era a parada e de repente trocar uma idéia com os caras. E, bicho…fiquei impressionado de como a loja é pequena e como estava lotada. 

O único que estava lá era o Darren Brass. As outras 4 ou 5 cadeiras estavam sendo usadas por outros tatuadores locais, com uma bela fila de espera e muita gente do lado de fora tirando fotos. E tem camiseta do Miami Ink em tudo que é lugar, para todos os gostos. Na própria loja, vi um cartaz falava de um bar que o Ami James e o Chris Nuñez estão abrindo por esses dias (aposto que vai ficar lotado por um bom tempo).

E é assim a vida…os caras viraram celebridades em um lugar repleto de outras lojas (normalmente vazias) de tatuagem, como a pioneira e bacana “Tattoo By Lou”. A loja do quinteto atualmente é um verdadeiro point turístico de Miami Beach, faturando horrores (dizem que eles não cobram menos de U$800 por hora – que é o período mínimo).

Just business…

 Em Miami tudo custa. Pouco ou muito, você tem que botar a mão na carteira o tempo todo. Tem pedágio até de U$1.00, mas eles aparecem quando você menos espera.  Isso sem falar nos estacionamentos, que podem ir desde U$1.00 por hora a até cretinos U$20.00 para o jantar.

Mas o que não tem preço – e que eu trouxe aqui para o Brasil – são as memórias que ficaram de uma viagem muito feliz com as meninas e o sorriso da minha filha Gabriela quando viu a princesa Ariel ao vivo e a cores.

Essa viagem ainda vai render mais uns posts pelos próximos dias…

Fééééééérias

Saturday, December 22nd, 2007

Olá queridos leitores,

A semana passada foi uma correria danada. Vida de publicitário tem dessas coisas…

Como ninguém é de ferro, estou tirando uns dias de férias com a família na Flórida.

É isso aí…Natal e Reveillón no meio de um monte de brasileiros a quase 6mil kms de casa. Pretty funny, duh?

Volto a escrever por aqui a partir do dia 6 ou 7 de janeiro.

Feliz Natal e Bom 2008 para todos.

Jack Sparrow.

Férias na Disney

Evandro Mesquita: precisamente carioca.

Saturday, December 15th, 2007

A Blitz fez parte do início da minha adolescência.

Lembro de um dos primeiros shows que vi na vida, foi uma matinê no Canecão na estréia do show Radioatividade, ao lado de um monte de amigos e amigas do Colégio Rio de Janeiro.

Aquilo era espetacular, cores vibrantes, gente bronzeada. A Blitz tem um significado especial, com jeitão mega-descontraído do Rio no começo de 1983.

Com 11 anos, eu começava a viver a minha vida da forma mais intensa, porque descobri as minhas primeiras paixões: o Flamengo, a praia, o futebol-sagrado, as meninas da escola, o gosto por escrever e a música.

Começava naquela época uma fase estupenda da música brasileira. A Blitz era o começo daquilo tudo e eu estava lá, vivendo o meu tempo na velocidade máxima, com a corda e com a maior pressa do mundo.

Hoje de manhã, em meio ao caos aéreo – que me fez mofar no aeroporto Santos Dumont das 08:30 até 12:30 – comprei o livro “Xis Tudo” do Evandro Mesquita.

evandro_mesquita.jpg

Eu sempre achei o Evandro um cara muito especial. Ele é o estereótipo do carioca bacana e prafrentex. É engraçado, mas a sensação que ele me traz é de orgulho. É…eu tenho uma espécie de orgulho pelo fato do Evandro ser carioca, com esse jeito despretensioso, ultra-criativo, bem humorado e articulado. O Evandro é o típico gente fina da turma e nada é mais “Rio de Janeiro” que isso.

O livro dele é fantástico. Os textos do Evandro são hilariantes. Li “Xis Tudo” de cabo a rabo na manhã de hoje. E, quando acabei de ler, já chegando a São Paulo, fiquei lembrando da história da minha vida. O livro me inspirou a também escrever as minhas histórias aqui no meu blog.

Valeu Evandro!

O show do The Police e o dia em que nada deu certo.

Monday, December 10th, 2007

Já escrevi aqui no Bullshitando sobre o The Police, sobre a volta deles e o show que eles viriam fazer aqui no Brasil (veja aqui).

Desde que o trio anunciou a turnê pela America Latina, no começo de 2007, eu sonhei com esse show. Aliás, eu sonhei a vida inteira em ver essa banda ao vivo e não iria perder essa oportunidade por nada no mundo.

Nas últimas semanas pedi um par de ingressos para um amigo produtor de espetáculos. Estava tudo certo, tranqüilo – e comprei passagens para ir ao RJ – logo depois da formatura da minha filha de 5 anos. Estava tudo certo para chegar a tempo de ver o Paralamas, na área mais VIP do estádio – e curtir o show dos meus sonhos.

A formatura da Gabi atrasou um pouco e o avião atrasou muito. Era pra ter chegado no RJ às 19:00 e acabei chegando 20:40, em cima da hora do show do The Police. Tensão máxima…

O caldo entornou quando não vi ninguém para me entregar os ingressos VIP prometidos. Fiquei insano ligando para as pessoas, inclusive para o tal de Rogério Alves, que era quem tinha garantido a entrega dos ingressos no aeroporto para mim.

Consegui falar com esse cara no telefone e ele pediu 5 minutos, para resolver um assunto e retornar a minha ligação. Daí em diante este filho duma puta (desculpem o palavrão, mas não dá pra ser de outra forma) simplesmente passou a não atender as minhas ligações. Foi inacreditável. Eu saí de São Paulo com minha mulher e estava no Galeão, faltando pouco mais de 15 minutos pro show começar e estava sem os ingressos para o show.

O sangue ferveu.

Peguei um taxi e fui para o Maracanã. Acabei conseguindo dois ingressos para assistir o show do gramado, enquanto soavam os primeiros acordes de “Message In A Bottle”.

Eu jamais sairia de São Paulo para ver esse show no meio da multidão – ou, se não tivesse jeito, eu teria chegado às 5 da tarde no estádio. Naquela altura do campeonato eu não tinha mais nenhuma alternativa – e eu continuava querendo muito ver o The Police. Entrei no Maraca para tentar curtir o show.

thepolice1.jpg 

Em pouco tempo vi que essa não seria uma missão fácil. Não havia mais espaço para nada. Eu vi poucos shows tão lotados como esse do The Police. Meus pés foram massacrados. Era impossível até tomar água. O palco estava muito longe, mas o som estava bom como poucas vezes pude presenciar em shows no Maracanã.

Aí vamos para a segunda parte da história: o show do The Police.

Tentando isolar a minha revolta por tudo o que tinha acontecido, posso afirmar que eu fiquei decepcionado com o show.

 copeland.jpg

Passei uma hora e meia procurando o Stewart Copeland, mas não consegui achá-lo naquele palco gigantesco. Mandaram no lugar dele um coroa de óculos de grau que usava uma faixa de tenista ridícula na cabeça, luvas de golfe (ao invés de fita isolante nos dedos) e roupinhas justas (parecia um integrante dos Bee Gees). E…faltava toda aquela pressão e atitude do meu baterista preferido. Algumas boas viradas (principalmente no começo do show) e doses cavalares de bom humor não foram suficientes para mudar a minha decepção. 

Gastei esse mesmo tempo vendo o Sting evitar as notas mais agudas que sempre o notabilizaram como um dos grandes vocalistas da história do pop rock. A voz falhou feio desde o começo, mas sobrou simpatia e fluência no português (coisa rara nos gringos).

Andy Summers, talvez tenha sido o único a se salvar – apesar de alguns solos mal colocados e das inúmeras ”notas-fora”. É foda ser guitarrista de um power trio com sting e Stewart Copeland. O vovô Summers continua sendo criativo e abusado. Ele bota o pé em todas as divididas.

sting-summers.jpg 

O grande demérito da apresentação do The Police foi terem feito um show foi muito lento. As músicas se arrastaram melancolicamente e vários compassos mais lentas do que o costume.

Vale lembrar que o The Police foi uma banda que nasceu no meio do movimento punk inglês - e que apesar de terem feito uma mistura de reggae, rock e pop ao longo da carreira, eles nunca deixaram de fazer apresentações cheias de energia e vitalidade.

Power trio é foda. Tem que ser pressão do começo ao fim, porque senão começam a aparecer as imperfeições. As músicas vão ficando esburacadas e sem graça.

Não dá para aceitar a conversa mole que eles estão vinte anos mais velhos, porque os Stones provam o contrário a cada turnê que eles fazem ao longo dos anos. O mesmo pode ser dito do Rush, que fez um show estupendo no Maracanã há alguns anos atrás.

Ainda assim, depois de ter criticado demais o show, preciso dizer que o show do The Police teve um grande mérito. Aliás, dois.

O setlist foi brilhante. Poucas são as bandas que passam duas horas em um palco, na frente de 75mil pessoas – e enfileram hits, um atrás do outro. Mesmo as músicas menos conhecidas agradaram aqueles fãs exigentes que mais conhecem a banda. E, particularmente acho que eles acertaram também em não procurar reproduzir as músicas exatamente como elas eram. Informações novas são sempre bem vindas (mas insisto em dizer que tudo foi muito lento).

Segundo gol de placa: simpatia.

Peraí…The Police simpático? É…eles foram simpáticos com o público e mesmo entre eles.

Nota final para o show: 6,0.

Se eu iria de novo? Sim, claro!

Se você acha que esse post é coerente? Tenho certeza que não…

Hahahahaha…bem vindo ao Bullshitando!  ;-)

As melhores bandas independentes do Brasil (Pt. 3)

Tuesday, November 20th, 2007

LUXÚRIA (www.bandaluxuria.com.br)

Fato: Meg Stock é a melhor vocalista do rock nacional (bota a Pitty no bolso) e acredito que o Luxúria ainda vai voar muito alto. Essa segunda parte pode ser uma profecia – e de certa forma é mesmo.Na minha concepção, assim como várias outras bandas de enorme talento, o Luxúria precisa apenas de oportunidades. Se o rock nacional não se renova como deveria, o Luxúria não é nem um pouco culpado disso. A banda de Meg é infernal nas suas apresentações endiabradas – e tem um dos melhores bateras que eu já vi tocar: Rapreto. Nessa foto aí abaixo, o grande Rapreto está meio fora de foco, mas ele usa uma camiseta interessante de uma das melhores bandas de rock nacional que já existiram. Sabe qual é? Deixa um post. ;-)

foto.jpg

Além do Raphael Rapreto, mais dois excelentes instrumentistas: Pedro (ex-guitarra da última formação do Jimi James e também ex-Rodox) e o baixista canhoto Luciano Dragão, que acompanha Meg nas performances de palco. Meg e Luciano que começaram a banda em Jacareí, interior de São Paulo. Mas pra mim é o seguinte: se eles tivessem nascido na Califórnia, já teriam estourado pelo mundo afora. Por isso acho que o Luxúria é rock brasileiro de primeira categoria para exportação. Se você não viu ou não ouviu, não perca mais tempo. Esse vídeo é de uma performance deles para o Multishow (mas os clips também são ótimos).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=q39CWSAXHY4]

  

MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU (www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br)

Esses são figurinhas fáceis em festivais. Os Móveis são de Brasília e já começam a ser conhecidos em todo o Brasil. O estilo é ska e são 10 integrantes em cima do palco, fazendo um show de alta energia e com doses cavalares de bom humor – por exemplo – quando todos descem do palco para promover um enorme círculo na platéia, para ensinar o público a  dançar a “balalaika” ao som de algo parecido como uma polka. É esquisito e muito divertido. André, o vocalista cabeludo gigante é uma daquelas figuras imperdíveis. Conheci essa turma no Curitiba Rock Festival, em 2005 e tenho boas histórias daqueles dias.O link é do programa do Trama Virtual e dá pra ter uma idéia da loucura coletiva desses malucos beleza.

 <a href="http://youtube.com/watch?v=UDmwk2pMtOA">http://youtube.com/watch?v=UDmwk2pMtOA</a> 

MUTRETA (www.mutreta.com.br)

Mutreta é sinônimo de Fred Etringer: o vocalista mais doidão e gente fina que eu conheci. Fred é um agitador cultural muito conhecido no Rio de Janeiro. Ele sempre está em todas, como produtor ou com a sua banda que, segundo o próprio comédia: o Mutreta faz “rock antchigo”. Os shows do Mutreta são fantásticos pela performance de Fred sempre com o seu chapéu côco, que se transforma em um improvável cruzamento de Ney Matogrosso com Zeca Baleiro e Freddie Mercury. Quando ele grita o seu famoso bordão “ladies & gents” a viagem lisérgica toma conta do ambiente e é impossível não se imaginar em Visconde de Mauá tomando chá de trombeta. Mas o melhor é que essa loucura toda vem acompanhada de boas letras, uma banda segura e um guitarrista sensacional chamado Guilherme.

 <a href="http://youtube.com/watch?v=HrXsGaOUqjw">http://youtube.com/watch?v=HrXsGaOUqjw</a> 

THE FEITOS (www.thefeitos.com)

The Feitos é o Violent Femmes brasileiro, com pitadas de hardcore e samba. Eles são um power trio de Niterói pra lá de tosco, super divertido e altamente transgressor. É rock com um jeitinho despretensioso, mas com pitadas ácidas e inteligentes de Ramon (guitarra + vocal), que sempre interage bastante com a platéia. A música “Disco do Roberto” é um hit presente no set list de qualquer pessoa que acompanhe a cena independente brasileira. É engraçado, porque não me parece uma banda que tenha interesse em submergir aos encantos da grande mídia. O The Feitos tem o DNA alternativo e acredito que seja mais propício de ser curtido por platéias reduzidas do que grandes palcos em grandes festivais. Mas isso não é demérito, muito pelo contrário – é um trabalho de formiguinha para conquistar fãs pelo Brasil – e não há quem não saia encantado dos shows 220V deles.  

<a href="http://youtube.com/watch?v=HZbrL43Askg">http://youtube.com/watch?v=HZbrL43Askg</a> 

MIRAMOICANA (www.miramoicana.com.br)

Na última vez que o SETE esteve em São Paulo, fizemos um show junto com esses caras. Pra falar a verdade eu conhecia o trabalho deles como a melhor banda cover de Pearl Jam do Brasil. Não vi o show inteiro, mas gostei pra caramba do que ouvi. Depois do show do SETE, fiquei trocando idéia com o vocalista do Miramoicana, que dizia que o sonho deles era se libertar do estigma de uma banda cover e que eles queriam dar todo gás no trabalho autoral. É uma merda, mas é assim que as coisas são aqui no Brasil. Mais um claro exemplo de falta de oportunidade, para uma rapazeada muito talentosa. Um bom empresário talvez pudesse tirá-los do anonimato para o mainstream. Mas será que existe alguém assim? Eu acho que não. Por essas e por outras temos que aturar bandas que não propõem nada de novo, como Charlie Brown, Skank, Jota Quest, entre tantas outras - que acharam a fórmula e mantém-se na mídia. Fora isso, de novidade, só os emocores. Mas esse é um assunto para outro post. O clipe da Miramoicana que eu botei aí chama-se “Depressa Demais”.

<a href="http://youtube.com/watch?v=9rFwsYcLmZc">http://youtube.com/watch?v=9rFwsYcLmZc</a> 

As melhores bandas independentes do Brasil (Pt.1)

Friday, November 16th, 2007

REVEL (http://www.myspace.com/oanodacolheita)

Se você conhece Rage Against The Machine, precisa conhecer Revel. Sou fã das letras fortes e do som com muitos decibéis deles. O quarteto é liderado pelo talentoso Felipe Gigante, que é um verdadeiro demônio no palco e um grandalhão tranqüilo fora dele. Seu irmão Wagner Morr é o guitarrista e mentor dos arranjos pesados da banda que ainda tem Dawton na batera e Cris no baixo.O clipe que separei abaixo é uma pequena obra prima chamada “O Pavio Está Aceso”. Aumente o som e prepare-se, porque aí vem chumbo grosso… 

<a href="http://youtube.com/watch?v=qI_fB0-Kkew&amp;feature">http://youtube.com/watch?v=qI_fB0-Kkew&amp;feature</a>  

JANE FONDA (www.janefonda.com.br)

Formada em 2002, eles fazem um som com milhares de referências, mas ao mesmo tempo com enorme propriedade. Rodrigo BS é definitivamente o melhor vocalista de todo o rock nacional. Ele, junto com seus 4 amigos Jão (baixo), Rogério (batera), Solano Braw (guitarra) e Leo Ventura (guitarra) formam uma banda vigorosa e bastante ruidosa nos palcos. No dia que eles resolverem sair de Natal, tenho certeza que serão amados pela MTV e pela galera que curte rock de verdade. A melhor música deles é “Saliva”, mas só achei o vídeo de “Granizo”. Check it out: 

<a href="http://youtube.com/watch?v=5p6Hmog98_Q">http://youtube.com/watch?v=5p6Hmog98_Q</a>  

JIMI JAMES (http://vital.multiply.com/music)

A banda começou em 2000 e durou quase 6 anos. Tive a chance de ver vários shows dos caras e até hoje eu mantenho amizade com Vital (vocais), Cristhian (baixo), Velho (bateria) e Ênio (guitarra). O Jimi chegou bem perto de estourar e eram bem conhecidos no Rio de Janeiro. Esse é um dos mistérios que eu não consigo entender e lamento muito pela banda não estar mais na ativa. Gosto de várias músicas deles, principalmente “Nem Santo, Nem Reza”. Dá pra baixar tudo no site do Vital. O ótimo clipe deles chegou a ser razoavelmente executado na MTV em 2004 chama-se “Um Dia de Paz”. 

<a href="http://youtube.com/watch?v=VLMo91gEdzQ">http://youtube.com/watch?v=VLMo91gEdzQ</a>  

PHONOPOP

Galera muito talentosa de Brasília. Passaram bastante tempo no Rio de Janeiro e tocaram em um monte de festivais por lá. Tive a chance de vê-los em ação uma dezena de vezes. Fernando Brasil é o vocalista, guitarrista e idealizador da banda – que tem jeitão de banda inglesa, com referências do indie rock do começo dos anos 2000. O primeiro e único disco do Phonopop foi lançado pela T-Rec e produzido pelo chato-mor Philippe Seabra – e mesmo assim consegue ser um excelente disco. A melhor música deles é “Cidade Labirinto”, que está aí no link abaixo. Não sei por onde andam esses caras… 

<a href="http://youtube.com/watch?v=lqxYceV-_qk">http://youtube.com/watch?v=lqxYceV-_qk</a>  

SOM DA RUA

Liderados pelo incrível Liô Mariz, o Som Da Rua nasceu em 1998 no Rio de Janeiro. Eles lançaram um disco pela Deck Disc e tocaram em praticamente todos os festivais importantes do Brasil entre 2003 e 2005, quando Liô faleceu em um trágico acidente de automóvel. Estive presente no show-homenagem ao Liô, no Teatro Odisséia, pouco mais de um mês depois de sua morte. Foi uma verdadeira catarse, onde a emoção tomou conta de todos ali presentes. João Rodrigo (baixo), Diogo (guitarra), Renato Santoro (Bateria) e Fabrizio (teclados), chegaram a tentar um recomeço com um novo vocalista (Emílio), mas a banda não resistiu e acabou cerca de um ano mais tarde. O clipe de “Só Uma Canção” mostra a banda em sua melhor forma. 

<a href="http://youtube.com/watch?v=pHQaV18vl_E">http://youtube.com/watch?v=pHQaV18vl_E</a>  

STELLABELLA (http://www.bandastellabella.com.br)

O power trio carioca já está nos palcos do Brasil desde o ano 2000. China (baixo), Pintoboy (guitarra e voz) e o argentino (Diego Laje) bateria, fazem um pop rock de primeira qualidade e shows de alta energia. São meus amigos queridos e acabaram de assinar com um selo independente que irá lançá-los no mercado nacional. Tenho convicção que eles vão chegar lá pela enorme qualidade e também obstinação.É difícil escolher uma música do Stellabella. Talvez eu optasse pelos riffs de “Dor de Cabeça” ou de “Alguém”, mas certamente “Algum Sentido” é a de maior sucesso nos shows. 

<a href="http://youtube.com/watch?v=SV-9LDXJLsU">http://youtube.com/watch?v=SV-9LDXJLsU</a>  

CONTINUA…