Archive for the ‘Bullshitando Esporte Clube’ Category

O STJD é o câncer do futebol…

Saturday, June 20th, 2009

O futebol está sendo cada vez mais manipulado pelos bastidores, sendo gradativamente integrado aos tribunais e às decisões de gabinete.

Talvez seja romantismo meu, mas antigamente as histórias eram bem mais interessantes, independente de qualquer aspecto de justiça. A real é que este jogo sempre foi meio injusto (e apaixonante) mesmo.

Os cartões vermelhos foram tornando-se cada vez mais punitivos, mais graves. Antes, o cara era expulso de um jogo e o negócio acabava por ali meso. Nem ainda que a porrada tivesse comido dentro de campo entre os 22 jogadores…

Lembro do time do Uruguai correndo atrás do Rivelino no Maracanã lotado. O cara desceu de skibunda as escadarias do vestiário. Acho que se fosse hoje os hermanos ficariam uns 6 anos sem disputar jogos oficiais.

A coisa está ficando realmente muito pior. Nego leva uma pena de meio ano por decisões em cima dos juízes de videotape. Suspenderam o presidente do Flamengo porque ele falou umas groselhas para o Sportv.  Vamos combinar que o Marcio Braga nunca foi notado por ser um poeta…

Mesmo quando um jogador não foi expulso, ele pode se foder todo depois. Se ele comemora sacaneando a torcida adversária, é gancho (já vi até jogador ser algemado na porta do vestiário por causa disso). Se ele intimida o adversário, é gancho. Se ele fala que o juiz é ladrão, gancho nele. Tudo é gancho!

Eu não quero ver cordeirinhos, miquinhos amestrados em campo. Quero ver guerreiros defendendo as nossas cores com raça, deisposição, que serão heróis em um dia e vilões em outro. Acho uma grande  merda quando vejo uma foto do zagueiro do meu time sentado no banco de réus fazendo  cara de bonzinho e pedindo desculpa para uns engravatados prepotentes. Isso não é o futebol, porra!

Não acho que a coisa deva ser institucionalizada, algo como o Hockey – que está na regra um jogador socar a cara do outro com a complacência dos árbitros. Mas eu queria muito que os tribunais saíssem de cena e deixassem o jogo rolar solto.

Se querem mais rigor no campo, que melhorem as condições dos árbitros, que botem mais 2 bandeirinhas e mais um juiz. Mas que os videotapes não influenciem aquilo que já foi feito.

E você, o que acha?

O melhor Brasileirão de todos os tempos…

Friday, May 8th, 2009

Vai começar o Brasileirão 2009!!!

Imaginem se a CBF resolvesse fazer do Campeonato Brasileiro de 2009 – o melhor campeonato de todos os tempos. Para isso, abriu os cofres e ofereceu um caminhão de dinheiro para os clubes repatriarem os seus principais jogadores.

É claro que é uma ficção, mas é divertido.

O critério é: o jogador volta para o time que ele possui maior identificação. É isso. Veja se você concorda com essa lista…

Flamengo
Julio Cesar, Leo Moura, Juan, Angelim e Juan;
Kleberson,  Felipe Mello, Ibson e Renato Abreu;
Renato Augusto e Adriano.
DT: Joel Santana

Fluminense
Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luis Alberto e Marcelo;
Arouca, Conca, Roger e Thiago Neves;
Fred e Washington.
DT: Carlos Alberto Parreira

Vasco
Hélton, Wagner Diniz, Jorge Luis, Fabiano Eller e Jorginho Paulista;
Nilton, Juninho Pernambucano, Carlos Alberto e Felipe;
Leandro Amaral e Souza.
DT: Dorival Junior

Corinthians
Dida,  Coelho, Chicão, William e André Santos;
Mascherano, Edu, Elias e William;
Ronaldo e Carlitos Tevez.
DT: Mano Menezes

São Paulo
Rogério, Cicinho, Miranda, Breno e Jorge Wagner;
Mineiro, Josué, Hernanes e Julio Baptista;
Kaká e Luis Fabiano.
DT: Muricy Ramalho

Santos
Fabio Costa, Maurinho, Fabão, Alex e Kléber;
Maldonado, Elano, Diego e Zé Roberto;
Robinho e Cléber Pereira.
DT: Leão

Palmeiras
Marcos, Elder Granja, Henrique, Edmilson e Armero;
Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza e Valdívia;
Wagner Love e Keirrison.
DT: Wanderley Luxemburgo

Inter
Renan, Bolívar, Lucio e Álvaro;
Edinho, Guiñazu, Magrão e D’Alessandro;
Fernandão, Nilmar e Pato.
DT: Abel Braga

Grêmio
Vitor, Rever, Pereira e Leo;
Paulo Sergio, Lucas, Anderson, Tcheco e Gilberto;
Ronaldinho Gaúcho e Maxi Lopes
DT: Luiz Felipe Scolari

Cruzeiro
Gomes, Maicon, Edu Dracena, Espinosa e Sorin;
Martinez, Ramirez, Wagner e Alex;
Kléber e Deivid.
DT: Adilson Xavier

Zico, o mito.

Wednesday, April 22nd, 2009

Hoje é dia de abrir aspas para um amigo que escreveu um texto incrível sobre o meu grande ídolo, Zico.
Com a palavra, o grande Depa (Marcelo de Paulos), PHD em tudologia e rubronegro de carteirinha.

 

“Outro dia, tive que responder a alguns amigos tricolores e botafoguenses sobre um assunto recorrente: a detração do Zico. Parece prática obrigatória nas hostes das outras torcidas do Rio tentar diminuir o único homem que honrou a camisa 10 de Pelé. As acusações normais estavam presentes: jogador de clube, perdedor de Copas, craque de clube pequeno na Europa. Algumas novas se juntavam: pseudo-herói de história enfadonha, menosprezador do Brasil. Lá vai minha resposta…

Zico é o caçula de uma família de boleiros católicos de Quintino, que realizou feitos gigantes dentro e fora do campo. Talvez a característica mais marcante em sua carreira tenha sido o de muitas vezes decidir pelo caminho mais duro: o certo.

O primeira dos feitos foi o que fez com a própria natureza. Franzino como um Bebeto, transformou seu corpo com disciplina e profissionalismo. Via a força de jogadores como o Pelé e sabia que não haveria mais espaço no futebol para Ypojucans. Transmutou-se para o corpo de um atleta, numa era pré-anabolizantes. (Ninguém vai me convencer de que os problemas recorrentes com os joelhos e com o peso do Ronaldo não tem nada a ver com anabolizantes…)

Outro feito gigante foi o que mais incomoda a vcs: ele reverteu o equilíbrio das forças no Rio. O Flamengo era freguês do Botafogo. Não tinha um título nacional. Tínhamos muito menos Cariocas que o Fluminense. A torcida era só maior que as outras. O grande ídolo era o Dida. Hoje, temos mais títulos que qualquer um, todos são nossos fregueses, e a torcida é esmagadoramente maior do que qualquer outra no planeta. E temos um ídolo que é maior para a torcida até do que Garrincha é para o Botafogo. Mais que isso: todos os adversários que viveram a geração Zico são traumatizados com o Flamengo.

Mais um: o exemplo. Ele pode ser chato – e é. Mas sempre foi um líder positivo. Aquele time do Flamengo só foi o que foi porque ele estava lá. Porque ele estava lá inspirando a molecada. Porque ele estava lá mostrando que se dedicar nos treinamentos vale a pena. Porque ele dava orientações aos mais novos. Porque chamava a marcação em campo para que os outros jogassem. Porque resolvia a parada quando se esperava isso dele. Porque fazia os outros jogarem. Em seu tempo, fez caras como Nunes e Marinho serem convocados para a Seleção. Além, claro, de Raul, Leandro, Mozer, Junior, Vítor, Andrade, Adílio e Tita.

Por tentar fazer o que era certo (hoje batem palmas pelos princípios do Kaká por ficar no Milan!), retardou sua ida para a Europa. Acabou indo para um time pequeno, que fez grande. Udine tem estátua dele. Sofreu contusões e a estrutura do clube não permitiu que se recuperasse direito. Isso, o frio, as crianças e um empresário pouco confiável aceleraram sua volta. Para casa. Nenhum dos grandes fez isso. Venceu mais um Estadual e um Brasileiro pelo time do seu coração.

Mais difícil do que qualquer outro obstáculo enfrentado por qualquer um dos grandes jogadores da história, Zico venceu uma contusão invencível. Não a ruptura de um tendãozinho patelar. E não em uma era de avanços tecnológicos em medicina esportiva. Era tudo na faca. Por pouco não se viciou em morfina para superar as dores. E não foi uma contusão boba, que acontece sozinha. Ele foi atacado de forma vil e brutal, numa quarta à noite chuvosa no Maracanã. Nenhum dos grandes sofreu isso.

Ainda mais do que superar, ele optou pelo caminho mais difícil. Acelerar sua recuperação, mesmo que isso lhe custasse a saude e o resto da carreira. Tudo para poder jogar vinte minutos por jogo numa Copa do Mundo. Simplesmente porque sabia que o Brasil inteiro precisava do 10. Eu sei que cada um de vcs sentia um sopro de esperança quando o Galinho aparecia na beira do campo em 86. Essa é a sensação mágica de ter um super-herói em campo. Ele entrou e resolveu muitas. Perdeu um pênalti. Mas durante o jogo. O Brasil ainda teve ourtas chances. Na hora do vamovê, ele fez o dele. Sócrates, a inspiração do Maicosuel, perdeu. Culpar o Zico pela perda da Copa é falta de caráter. É trocá-lo por Barrabás.

Pelé disse que o jogador que mais se aproximou dele foi Zico. Foi eleito o melhor jogador do mundo pela World Soccer (anterior ao prêmio da Fifa) no ano em que chegou à Europa (no ano seguinte, ficou contundido e perdeu para Platini, que venceu a Eurocopa pela França). É considerado o maior batedor de faltas de todos os tempos.

Ele ainda inventou o futebol no Japão, outro lugar onde tem estátua dele. Jogou até os 41 anos. Não como o Romário, exigindo para jogar sem treinar, para gozar de privilégios que os colegas não tinham. Mas, como sempre, como um exemplo a ser seguido. E ainda foi treinador (bem sucedido) do time, coisa que índoles como a do Romário não permitem.

A “soberba” com relação ao Brasil é uma grande dificuldade que o cara tem de lidar com a escória. Isso pode ser um defeito para muitos de vcs. Mas é de se perguntar por que nenhum de nós está diretamente envolvido com o projeto de seu clube de coração…

A verdade é todos os adversários devem se corroer por nunca terem tido um ídolo como o Zico. Mais do que um super-herói em campo, ele é um exemplo que qualquer um pode usar para criar seus filhos. Dizer diferente é desdém. Eu fui criado assim e sou muito agradecido ao grande exemplo que recebi. Muitas vezes tomo o caminho mais difícil.

Tenho uma foto tirada em janeiro de 1987, na sala de musculação da Gávea. Todos os jogadores estavam de férias. Zico estava lá, tentando se recuperar das agressões que sofreu e do sacrifício que fez por si próprio e por todos vcs. Para vencer mais um campeonato Brasileiro.

zico-janeiro-de-1987

Essa foto me inspirou a passar em Stanford. Só isso já valeria. Mas sei que tem mais.

Como fez na virada dos anos 70 para os 80, Zico será parte integrante de uma enorme mudança pela qual o futebol brasileiro passará no futuro próximo. Esperem. Ele retornará!”

Grandes clássicos sulamericanos

Sunday, April 19th, 2009

Tava vendo o Sportv nesse final de domingo. Parei no VT do jogo Boca Juniors X River Plate, na Bombonera. Buenos Aires, em um domingo lindo de sol, com uma temperatura amena de 25 graus. Os arredores de La Boca devem ter ficado repleto de torcedores e turistas ao redor muita parrilla e tango. É impossível não se contagiar com essa atmosfera de um dos clássicos mais apaixonantes do mundo. Martín Pallermo fez um golaço de fora da área, para a explosão dos boquenses e 15 minutos depois, Gallardo bateu uma falta incrível e deu números finais ao Superclássico.

Arrancada de Palacios

 

No Brasil, também estavam acontecendo clássicos incríveis. Flamengo e Botafogo decidiram a Taca Rio no Maracanã. Um dia de céu azul no Rio de Janeiro, no meio de um feriado com as praias parecendo mais verão do que outono. O Flamengo sagrou-se campeão da Taça Rio com um magro 1 a 0. Agora mais dois domingos de decisão de campeonato no Maracanã. Mais de 150mil pessoas estarão presentes. Milhões de outras ligados na TV, rádio e internet para acompanhar se o Flamengo chegará ao seu Penta-tricampeonato e ao seu 31o Campeonato Carioca.

Fabio Luciano, capitão.

 

Em São Paulo foi um final de semana só de semifinais, de grandes clássicos do futebol paulista. Palmeiras X Santos no Parque Antártica e São Paulo X Corinthians no Morumbi fizeram jogos incríveis. O Santos calou a torcida inflamada que compareceu em grande numero ao Palestra Itália. 2 a 0 inapelável, depois de 2 a 1 na Vila Belmiro. Jogo quente, com expulsões e muitas emoções. No Morumbi o Corinthians também fez  2 a 0, com grande participação do gordo Ronaldo eletrizando a Fiel. As finais das próximas duas semanas prometem.

 

Ronaldo Gordo

 

 

Os times e as marcas

Saturday, March 28th, 2009

O patrocínio de clubes de futebol é um tema bastante controverso, mas é inegável que é um meio eficiente para fortalecimento de marcas. A grande diferença da exposição de marca em uniformes aos meios de mídia mais convencionais é a existência de um componente intangível, típico do mundo do futebol: a paixão dos torcedores.

Eu não tenho dúvidas que esse poderia ser um excelente ambiente para marcas criarem maior intimidade com os consumidores e aumentarem suas vendas ou prosperarem em seus outros objetivos. Eu não tenho conhecimento de projetos mais audaciosos de ativação das marcas com os torcedores. A relação entre marcas e times fica estabelecida apenas do ponto de vista exposição visual – e é isso. Não há – por exemplo – nenhum componente variável, de participação em resultados das vendas por parte dos clubes.

Talvez isso ocorra pelo medo da rejeição, da rivalidade que existe no futebol. Uma outra explicação que me ocorre é o nítido amadorismo que impera entre os dirigentes de clubes de futebol, que envolve inclusive as questões fiscais.

Ainda assim, muitas marcas já são bastante tradicionais nesse ambiente. A Petrobrás tem uma relação de mais de 25 anos com o Flamengo, a Unimed tem 10 anos com o Fluminense e a LG está há 8 com o São Paulo.

Se para os patrocinadores os resultados são positivos, esse também é um incremento financeiro considerável para os clubes. Estima-se que a verba de patrocínio já represente aproximadamente 12% do faturamento anual de clubes brasileiros. Há estudos que indicam que esse percentual possa chegar ao dobro disso, mas obviamente seria necessário evoluir muito na estratégia de envolvimento entre as marcas e os torcedores / consumidores.

Em resumo, os principais projetos de patrocínio do Brasil atualmente:

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Flamengo e Petrobras: o patrocínio mais antigo do futebol brasileiro e possivelmente do mundo. Já se vão mais de 25 anos de parceria entre o time mais popular do mundo e a Petrobras. O Flamengo é o exemplo da má administração. Por seu estado caótico de (indi)gestão financeira, o clube vem enfrentando problemas de recebimento de sua verba da estatal (aproximadamente R$1,3MM mensais) – que exige uma certidão negativa de débitos. Para piorar, o contrato de 2009 ainda não foi assinado e o time continua usando a marca em seu uniforme, enquanto o patrocinador avisa que não pagará por esses meses e os jogadores ficam com salário atrasado indefinidamente. Típico.

Fluminense e Unimed: inspirado na parceria entre Palmeiras e Parmalat, a Unimed contrata jogadores para o clube e influencia diretamente na gestão do time. Para muitos, o presidente da Unimed Celso Barros tem mais poder do que o presidente do Fluminense Roberto Horcades. Já se vão 10 anos de parceria, muitos milhões de investimento em exposição de marca e em contratação de jogadores e apenas 3 títulos (Série C do Brasileirão 99, Estadual 05 e Copa do Brasil 07). Ninguém sabe ao certo quanto a Unimed investe no clube. Já ouvi falar em mais de R$16milhões. Modelo arriscado, de altíssima dependência.

Botafogo e Liquigas: 2 anos de parceria, muito chororô, confusões nos bastidores e nenhum título. Esse é o resumo do Botafogo para o seu atual patrocinador. O Botafogo é possivelmente um dos times com menor rejeição no RJ (talvez isso aconteça porque também a 4a torcida). O objetivo do patrocinador era fazer com que a marca ficasse mais conhecida, principalmente no Rio de Janeiro. São investidos aproximadamente R$8 milhões por ano, que é o que custariam aproximadamente dois bons flights de campanha em TV aberta. Será que vale? Eu até acho que sim.

Vasco e Habib’s: o Vasco vive um momento de mudanças. Se antes a presença de Eurico Miranda afastava bons patrocinadores (ou projetos de mais longo prazo), a fase agora é mais complicada, já que a equipe vai jogar pela primeira vez em sua história a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. O patrocinador presente nas mangas do uniforme é a rede de fast food  Habib’s e o contrato vale 3,6MM por ano. Fala-se que o Vasco irá assinar um contrato de 3 anos com a Eletrobrás por um valor fixo de R$14MM/ano. Boa, Dinamite!

Palmeiras e Samsung: o Palmeiras tem uma história de sucesso com patrocínios do seu uniforme. O case “Parmalat” no começo dos anos 90 foi um dos maiores exemplos de como uma marca pode influenciar na construção de um time competitivo e “ganhar uma torcida”. Mas nem sempre é assim. Ano passado foi a Fiat e há pouco tempo o alviverde fechou acordo com a Samsung (que já esteve presente no uniforme do arqui-rival Corinthians). Falando nisso, vocês já viram que horror ficou a marca da Samsung? 54M5UN6. Can you fuckin believe this? Para piorar a infâmia com os números, ainda botaram uma elipse horrível e uma tipologia que simplesmente não dá para ler. Bizarro. 

Santos e Semp Toshiba: eu estive envolvido na assinatura desse acordo, quando ainda trabalhava na Talent. Dos grandes times brasileiros, o Santos é o time com menor rejeição. Naquela época, o Santos estava disputando tudo que é campeonato e aparecia com enorme frequência na mídia. Foi um excelente negócio para a Semp Toshiba, que (infelizmente) com o passar dos anos vem sistematicamente deixando de investir em comunicação. O valor atual do patrocínio gira em torno de R$8,5MM.

São Paulo e LG: um casamento de longa data. Gostos à parte, o São Paulo definitivamente é uma das maiores referências de como um clube pode ser profissional em todas as suas atividades. Na esfera desportiva a equipe está sempre disputando títulos enquanto ocorre um trabalho sério na sua área de Marketing, que entre diversas ações de captação de novos torcedores, gerencia um patrocínio com a LG já dura mais de 8 anos e rende aproximadamente $16,5milhões anuais aos cofres são paulinos.

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Corinthians e Batavo: o clube mais popular de São Paulo, o segundo clube mais popular do Brasil vem descobrindo o poder do Marketing nos últimos anos. Essa descoberta veio em um dos piores momentos da história, na queda para a série B do campeonato Brasileiro. A torcida apoiou e a diretoria usou e abusou da paixão da fiel, inclusive assinando contrato com a Medial por uma verba bem alta ($16,5MM). O ápice veio com a contratação do Ronaldo, trazendo os holofotes do mundo inteiro para o Parque São Jorge. No jogo contra o Palmeiras, que marcou a estréia de Ronaldo, a camisa e o calção foram loteados com diversas marcas (VISA, Panasonic e Meias Lupo). Um verdadeiro horror para as marcas (mas a grana para o clube deve ter sido muito boa). Mas pouco mais de duas semanas depois, o Corinthians fechou acordo de R$18MM com a Batavo, que já esteve presente no uniforme há alguns anos atrás – e estabeleceu o maior patrocínio do futebol brasileiro. 

Internacional e Grêmio/RS e os seus patrocinadores gaúchos: apontados como os times de maior rivalidade do Brasil, costumam ter os mesmos patrocinadores em suas camisas. Tudo justamente por conta dessa rivalidade. Empresas gaúchas não correm o risco de ter rejeição na metade dos seus inflamados consumidores. Renner, Banrisul e Tramontina revezam-se como patrocinadores das duas equipes. Atualmente o Banrisul investe aproximadamente $3,6MM anuais em cada time. Muito pouco.

A seleção canarinho e mais um miquinho!

Tuesday, August 19th, 2008

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Já escrevi sobre isso aqui no Bullshitando – e hoje o assunto fica mais evidente depois da derrota vexatória que tomamos da Argentina na semifinal olímpica, em Pequim.

A Seleção Brasileira é a VERGONHA nacional. É a nossa querida seleção canarinho, pagando o seu mais novo “miquinho” (veja o post anterior aqui).

Como tem ocorrido nos últimos tempos, o Brasil entrou em campo para se defender – sem qualquer tipo de jogada ou de proposta criativa.

E na verdade, tem sido assim desde o fracasso da Copa da Alemanha. A tal renovação proposta por Dunga não funcionou – e a Seleção simplesmente não aconteceu, porque não temos qualquer padrão de jogo.

Considerando que tivemos um hiato, na Copa America, quando detonamos a Argentina no jogo final, os últimos 2 anos têm sido cruéis com os torcedores brasileiros. O nosso orgulho está ferido e precisamos tratar de nos levantar imediatamente para a próxima Copa (e antes disso, para as Eliminatórias, já que estamos na quinta colocação).

Outro mito que também caiu foi a simpatia.

Já no jogo anterior a este, o estádio inteiro já torcia pelo limitado e incrivelmente botinudo time de Camarões. Hoje ficou claríssma essa mudança. O mundo inteiro ouviu a torcida chinesa apoiando a Argentina e o talentoso Lionel Messi.

A Seleção Brasileira ficou mascarada, limitada e sem qualquer traço de carisma. Nós estamos parecendo com o Uruguai.

 

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Nesse jogo de hoje, foi engraçado (e trágico) ver os jogadores da Seleção Brasileira sendo expulsos por terem feito faltas desclassificantes no brucutu-mor, o horrorendo Mascherano. Além de todos os problemas, hoje chegamos a riscar a nossa dignidade e o espírito esportivo.

Que essa derrota seja emblemática no sentido de mudanças maiores na organização do nosso time nacional.

Fora Dunga! Fora Ricardo Teixeira!

Para finalizar, outro assunto que eu também já escrevi.

A verdadeira seleção Brasileira de futebol é a FEMININA.

Agora nós iremos disputar a final contra as americanas (atuais campeãs), depois de termos vencido um jogo incrível contra a Alemanha, quando botamos 4 a 1 no placar (e ainda ficou barato).

O bacana do futebol feminino é que não jogamos com nome ou com uma falsa hegemonia. Nós temos jogadoras dedicadas e talentosas querendo muito a vitória. E assim elas mostram ao mundo o real futebol brasileiro.

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O exemplo de Marta e Christiane precisa ser seguido pelos homens. Elas simplesmente não desistem de nenhuma jogada e estão sempre tentando dar beleza e objetividade nas jogadas. E, mais importante que tudo isso: elas jogam para o time.

Não dá para definir prognósticos para uma final. Tudo pode acontecer, mas se houver justiça, a Seleção feminina vai dar a tal medalha de ouro que o futebol brasileiro tanto sonha, porque essa sim é a verdadeira Seleção Brasileira de futebol.

Saudades da NBA.

Tuesday, June 17th, 2008

Fazia tempo que não acompanhava a NBA.

Ultimamente tenho visto os jogos do Boston Celtics, principalmente agora nas finais contra os Lakers.

Apesar de ter visto jogos vibrantes e alguns bons jogadores em quadra, a NBA não é mais a mesma coisa que foi no final dos anos 80, começo dos anos 90.

Não adianta procurar na quadra o fabuloso trio Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parish. Infelizmente eles não estão mais por lá. Agora os craques do Boston são Paul Pierce e Kevin Garnett (que pra mim continua sendo um jogador mais identificado com o seu time original, o Minesotta Timberwolves). O fato é que nenhum desses dois é genial. São apenas bons jogadores, que poderiam eventualmente completar o sensacional time de Boston do final dos anos 80.

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Do outro lado, os Los Angeles Lakers. O destaque é Kobe Bryant (já há quase uma década) – e agora se fala também no pivô espanhol Pau Gasol (que eu acho no máximo, razoável). De qualquer forma, isso é muito pouco para um time que no meio dos anos 80 tinha o trio infernal: Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar, James Worthy.

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Essas duas equipes em 1985 disputaram esse mesmo título da NBA, com vitória do Lakers. Parece que dessa vez o resultado será diferente. Acredito que hoje o assunto fique resolvido e o Celtics torne-se (justamente) o campeão da NBA 07/08.

Como eu disse no começo do post, a NBA mudou demais. Atualmente são poucas as verdadeiras estrelas em ação (no máximo 6 em toda a NBA). Os times acabaram ganhando bem mais importância nessa última década. E isso acabou tirando o tom de magia que havia há 15 ou 20 anos atrás.

É verdade que o basquete é um jogo extremamente coletivo, mas o que faz o basquete ser diferenciado são os destaques individuais. Nos anos 80 isso acontecia em praticamente todas as equipes da liga, a começar pelo Chicago Bulls.

Sem desprezar os antepassados com jogadores famosos e suas histórias memoráveis, assim como o futebol, a NBA teve o seu Pelé: foi Michael “Air” Jordan.

michaeljordan-the-king.jpg

Na minha adolescência, eu acompanhava todos os jogos da NBA. Fui a alguns jogos e – sim – eu vi Michael Jordan ao vivo, em um jogo sensacional contra o Utah Jazz de Karl “The Mailman” Malone e John Stockton, quando ele fez 50 pontos.

A sensação de vê-lo em quadra era única. Michael desequilibrava e durante vários anos, os jogos do Chicago Bulls abarrotavam estádios durante toda a temporada regular. Divirtam-se com a arte de MJ:

<a href="http://youtube.com/watch?v=-WmNHGA5jh8">http://youtube.com/watch?v=-WmNHGA5jh8</a>

O Dream Team, que venceu a Olimpíada de 1992 na Espanha era o melhor retrato dessa época dourada. Os jogadores eram:

> Charles Barkley (Phoenix Suns/Philadelphia 76ers)
> Larry Bird (Boston Celtics)
> Clyde Drexler (Portland Trail Blazers)
> Patrick Ewing (New York Knicks)
> Earvin “Magic” Johnson (Los Angeles Lakers)
> Michael Jordan e Scottie Pippen (Chicago Bulls)
> Christian Laettner (Duke University)
> Karl Malone e John Stockton (Utah Jazz)
> Chris Mullin (Golden State Warriors)
> David Robinson (San Antonio Spurs)
> Técnico: Chuck Daly (Detroit Pistons)

Mengão e mais uma Taça Guanabara

Monday, February 25th, 2008

taca-gb2008.jpg

Saudações rubro-negras!

Começamos bem o ano, vencendo a Taça Guanabara. Além do charme de ganhar pela 18ª vez o primeiro turno do Campeonato Carioca, temos agora a chance de dar foco na Libertadores durante os próximos 45 dias – mesmo porque já estamos na final do Estadual. E se os outros derem mole no returno, a gente ganha também a Taça Rio e resolve a parada sem ter que jogar uma finalíssima.

O jogo de ontem foi bom. Quer dizer…o segundo tempo foi bom porque no primeiro tempo, o Flamengo errou muitos passes. Culpa do Joel, que resolveu barrar o Jônatas e o Kléberson para deixar em campo dois jogadores que não acertam nenhum passe: Jaílton e Christian. O meio campo do Flamengo tem que ser: Jônatas, Toró, Kléberson e Ibson. E esse é o melhor meio de campo do Brasil, na atualidade.

Ganhar em cima do Botafogo é legal, porque a gente é campeão na véspera. Eles não conseguem se criar pra cima do Flamengo. Mesmo com um time razoável, são 15 jogos na fila. Mas confesso que preferia ser campeão em cima do Vasco ou do Fluminense – nessa ordem.

Quando eu vi um garotinho botafoguense chorando logo depois do gol do Botafogo, eu tive ainda mais certeza que seríamos campeões. Aquele choro é coisa de “loser“, assim como tinha aquela gandula chata pra caralho, que sempre chorava por causa do Botafogo. Não esqueço o nome dela: Sonja, a songa monga. 

Mas…falando sobre o Botafogo…essa choradeira deles é um saco!

Do que eles estão reclamando? A arbitragem foi ruim, é verdade. Mas foi ruim para os dois lados. Ou o pênalti não foi pênalti? Depois do gol, na confusão com o Souza, realmente acho que foi injusto expulsar o Zé Roberto. Quem deveria ter sido expulso era o insuportável goleiro uruguaio Castillo ou o Lucio Flávio, que quase bateu no juiz na marcação do pênalti. Ou – melhor – os dois. No final das contas o Lucio Flavio levou o amarelo e ficou muito barato.

Aí, dez minutos depois, novamente o descompensado Lúcio Flávio fez uma falta desclassificante no Juan (que puxava ótimo contra-ataque) e recebeu o segundo amarelo. Será que alguém acha que tenha sido injusta essa expulsão? Não é possível…

Cinco minutos depois, o zagueiro carniceiro argentino do Botafogo deu um carrinho no meio da canela do Christian. Cheguei a achar que tinha quebrado, porque foi igual ao lance do Campeonato inglês de sábado, quando quebraram um brasileiro-croata. O hermano não recebeu nem amarelo e deveria ter sido PRESO.

E o impedimento errado que ele deu quando o Obina estava cara a cara com o goleiro? O jogo ainda estava 1 a 1. Tava saindo muito cara aquela choradeira toda da cachorrada.

No final, valeu a técnica e a raça do melhor time do campeonato – com um gol de placa do Tardelli. 

tardelli_titulo.jpg

A cachorrada é vice de novo, com direito a renúncia de Bebeto de Freitas e histeria do bobo-mor Montenegro no vestiário (a alegria aumentou significativamente).

Mas o momento especial da conquista é esse vídeo do Leo Moura. Está claro que os jogadores podem amar uma camisa, podem se emocionar de verdade com uma conquista – independente de motivações financeiras.

<a href="http://youtube.com/watch?v=792f0G6dR5Q">http://youtube.com/watch?v=792f0G6dR5Q</a>

 

 

Guga, um vencedor.

Thursday, February 14th, 2008

guga_kuerten1.jpg

Gustavo Kuerten foi o maior jogador brasileiro de tênis de todos os tempos.

Eu tive a sorte de ter acompanhado a sua vitoriosa carreira, injustamente interrompida por problemas físicos.

Eu digo “injustamente”, porque Guga não merecia ter sofrido tanto. Logo ele, que foi um um cara tão determinado na vida e no esporte.

Ele viveu dramas familiares, levava para as quadras e para a vida uma energia muito forte e sempre jogava com raça. Se as pernas e os braços não aguentavam, a cabeça nunca desistia. Em nenhum ponto, em nenhum jogo. Pra mim, essa é a sua grande característica. Ele sempre jogava obstinadamente em nome da honra.

Se dentro das quadras o surfista de saibro era um leão, fora delas ele sempre foi um dos ídolos mais doces, humildes e atenciosos com as pessoas – o que também coloca Gustavo Kuerten como um dos maiores do mundo.

guga_kuerten_oglobo.jpg

Guardo com carinho a lembrança dos seus 3 títulos de Roland Garros e as batalhas da Copa Davis. Em 2002, eu estive no Clube Marapendi vendo Guga em ação, durante uma Copa Davis contra Marrocos (eu acho). Foi um verdadeiro espetáculo de técnica e emoção.

Guga ganhou 31 campeonatos (em 42 disputados). O mais incrível nem eram somente as suas 358 vitórias, mas as suas derrotas. Ganhando ou perdendo, Guga sempre foi heróico. Suas partidas eram especiais, independente do resultado.

Ontem ele se despediu das quadras, no Brasil Open – depois de ter perdido facilmente para adversários mal colocados no ranking da ATP. Falando assim, poderia parecer melancólico, se não fosse o grande Gustavo Kuerten.

Seu discurso cortante de despedida foi histórico, emocionante e honesto.

” Não é que eu não queira realmente jogar mais, eu peço desculpa, mas é que realmente eu não consigo mais.”

<a href="http://youtube.com/watch?v=_MJRPhZ1tIQ">http://youtube.com/watch?v=_MJRPhZ1tIQ</a>

Muito obrigado por tudo, Guga.

Mengão…de novo na Libertadores.

Sunday, November 25th, 2007

maracalotadooooo.jpg 

Não há como não comemorar muito o que aconteceu com o Flamengo em 2008.

Já escrevi algumas vezes, no decorrer do Campeonato Brasileiro, mas agora é definitivo: conseguimos sair da penúltima colocação e chegamos à Libertadores uma rodada antes do final do campeonato.

Mais de 87mil pessoas foram ao Maracanã e assistiram o passeio do Flamengo contra o Atletico-PR, com gols de Renato Augusto e Juan – e uma atuação soberba de Souza, Leo Moura e Fábio Luciano. Resultado: placar mais do que merecido e classificação garantida.

Não precisamos mais enumerar as razões que deram essa condição ao Flamengo. Já escrevi sobre isso (clique aqui). Agora é importante tomar duas providências fundamentais:

1) Ganhar o jogo contra o Náutico na semana que vem. Sem dar uma de torcedor fanático, é importante manter a terceira colocação – para evitar os jogos da fase classificatória da Libertadores (o quarto colocado tem que fazer esses 3 jogos iniciais). Além disso, podemos até conseguir o vice-campeonato, porque o Santos pega o Fluminense.

2) Começar a preparação para a Libertadores com seriedade e com a bagagem do que aconteceu nesse último ano, com uma eliminação vergonhosa frente ao Defensor do Uruguai. E sobre esse segundo ponto, tenho minhas considerações.

Além de manter o grupo atual, precisamos aumentar o grupo de jogadores para a disputa do Campeonato Carioca. Se não me engano, a Libertadores começa em março – que é exatemente durante a fase decisiva do estadual. Precisamos de pelo menos mais um bom zagueiro, dois ou três jogadores de meio-campo e mais dois ou três atacantes.

Esses reforços – precisam estar dentro da realidade do time – então eu sugiro os seguintes nomes:

- Zagueiro: Adaílton (Santos) ou Régis (Juventude).

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- Meio Campo: já temos o excelente Kléberson. Meus 3 nomes preferidos são: Jônatas, Renato Abreu e Tcheco (que está saindo do Grêmio). Não precisamos de volantes. Já temos Christian, Toró, Jaílton, etc.

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- Atacante: Josiel (Paraná), Ferreira (Atlético PR) e Acosta (Nautico).

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Euforia à parte, também acho importante avaliar bem se o Joel é o melhor nome para conduzir o time nessa empreitada. Acho o Luxembrugo um técnico mais tarimbado para esse desafio. É difícil decidir isso num momento de um resultado tão expressivo do atual treinador, mas no ano passado a Diretoria resolveu prestigiar o Ney Frango e aconteceu o que aconteceu…temos que tirar uma lição disso e montar uma estrutura diferenciada para correr atrás da Libertadores.

No ano de 2008, temos que ter objetivos maiores. Precisamos começar o Campeonato Brasileiro com força total. Não dá para contar com uma arrancada do meio pro fim. Tudo isso tem que ser uma lição muito grande para os profissionais que estão no comando do Flamengo.

Temos que ser Campeões Brasileiros. Estamos na fila desde 1992. Assim o Flamengo será o único hexacampeão. Chegou a hora de disputar o Campeonato – e não só fazer parte, sem disputar realmente.

Depois desse segundo semestre, está provado: a torcida estará lá fazendo a sua parte.

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2008 foi um ano rubro-negro em todos os sentidos. Fomos campeões cariocas em todas as categorias: infantil, juvenil, juniores e profissionais. Pelo segundo ano consecutivo estamos classificados para a Libertadores. Não há como negar que o Flamengo está construindo uma nova posição – de destaque – na América do Sul.

Que no ano que vem, nesse mesmo momento o meu time esteja preparando as passagens para Yokohama. E, já prometo antecipadamente: se isso acontecer, eu estarei lá.